Arrecadação federal soma R$ 239,4 bilhões em setembro, recorde para o mês
Dados foram divulgados nesta quinta-feira (22/10), pela Receita Federal. Montante é praticamente o mesmo do verificado em agosto

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 239,4 bilhões em setembro, em números corrigidos pela inflação, registrando acréscimo real de 5,62% em relação ao mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22/10) pela Receita Federal.
No comparativo entre a arrecadação de agosto e setembro deste ano, houve aumento de 0,8%, já considerada a inflação. Em agosto, o valor (R$ 237,49 bilhões) foi recorde para o mês, considerando a série histórica iniciada em 1995.
Confira a arrecadação em cada mês de 2026:
- Janeiro: R$ 325,7 bilhões;
- Fevereiro R$ 222,2 bilhões;
- Março: R$ 229,2 bilhões;
- Abril: R$ 278,8 bilhões;
- Maio: R$ 266,7 bilhões;
- Junho: R$ 264,4 bilhões;
- Julho: R$ 289,3 bilhões;
- Agosto: R$ 235,6 bilhões.
- Setembro: R$ 239,4 bilhões.
Neste ano, até agora, a Receita arrecadou R$ 2,351 trilhões, o que representa uma alta real de 6,97%. O valor já desconta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa avaliação da Receita, o crescimento em setembro é explicado, principalmente, pelos seguintes pontos:
- comportamento dos principais indicadores macroeconômicos;
- aumento da linha “outras receitas administradas”, que teve influência de aumentos na arrecadação da “Cide Remessas ao Exterior”, arrecadação decorrente do Imposto de Exportação;
- elevação da arrecadação da contribuição previdenciária decorrente do aumento real da massa salarial;
- redução da desoneração da folha.
Também influenciou positivamente 0 Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre ganho de capital (IRRF-Capital).
O item apresentou crescimento real de 14,70% em relação a setembro de 2025, em função dos rendimentos mais elevados de títulos de renda fixa e pela tributação de dividendos.
Confira:
- Imposto de Exportação — R$ 13,32 bilhões (+21,1);
- Receita Previdenciária — R$ 64,6 bilhões (+6,18%);.
- IRRF-Capital — R$ 12,06 bilhões (+9,68%).
As justificativas do Fisco para arrecadação no acumulado do ano:
- melhora na atividade econômica;
- elevação da arrecadação da contribuição previdenciária decorrente do aumento real da massa salarial e da redução da desoneração da folha;
- crescimento da arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) diante do desempenho da arrecadação do lucro presumido, da estimativa mensal e do ajuste anual;
- pagamentos atípicos da ordem de R$ 11 bilhões.
A Receita também destaca a maior arrecadação do PIS/Cofins em razão do melhor desempenho do setor de serviços
e do crescimento da arrecadação do setor de extração de petróleo e também houve crescimento da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre ganho de capital (IRRF—capital).

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Ver todasO aumento na arrecadação do IRRF—capital está associado, segundo a Receita, ao desempenho da arrecadação de títulos de renda fixa (+28,81%), de Juros Remuneratórios sobre o Capital Próprio (+37,67%) e de Fundos de Renda Fixa (+10,32%) .
Em atualização.
