Arrecadação federal bate recorde em abril e chega a R$ 278 bilhões
Dados sobre a arrecadação foram divulgados nesta quinta-feira (21/5) pela Receita Federal
atualizado
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A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 278,8 bilhões em abril, em números corrigidos pela inflação, registrando acréscimo real de 7,82% em relação a abril de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21/5) pela Receita Federal.
No acumulado do ano, de janeiro a agosto, a arrecadação registrou R$ 1,05 trilhão. De acordo com o fisco, esse é o melhor desempenho arrecadatório para o mês de abril desde 2000, tanto para o mês quanto para o trimestre.
Confira a arrecadação em cada mês do ano:
- Janeiro: R$ 325,7 bilhões;
- Fevereiro R$ 222,2 bilhões;
- Março: R$ 229,2 bilhões;
- Abril: 278,8 bilhões.
No acumulado de 2026, a arrecadação chegou a R$ 1,05 trilhão, o que representa um acréscimo pela inflação de 5,41% em comparação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o Fisco, o desempenho da arrecadação observado de janeiro a abril pode ser explicado pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do Imposto de Renda da Pessoa Física e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Confira as justificativas do Fisco para arrecadação no mês de abril:
Segundo a Receita, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) totalizaram crescimento real de 7,73%.
“Esse resultado pode ser explicado pelos aumentos reais de 4,84% na arrecadação com a estimativa mensal, de 7,22% na arrecadação do balanço trimestral, e de 6,34% na arrecadação do lucro presumido”, afirma o relatório.
Além disso, a Receita Previdenciária apresentou crescimento real de 4,83%. Ainda, houve crescimento de 18,66% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a abril de 2025. Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos.
Tributação dos dividendos
Com relação a tributação dos dividendos, norma que entrou em vigor em janeiro de 2026, a arrecadação ao longo do ano chegou a R$ 885 milhões. O governo projeta uma arrecadação de R$ 28 bilhões neste ano.
A nova regra prevê cobrança de 10% de Imposto de Renda na fonte sobre lucros e dividendos distribuídos acima de R$ 50 mil por mês por uma mesma empresa para uma mesma pessoa física. A medida encerra um modelo adotado desde 1996, no qual os lucros eram tributados apenas no nível das empresas, sem incidência adicional para os sócios e acionistas.