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Brasil

Aprovado no Concurso Nacional Unificado pode ser nomeado em 3 meses

Atualmente, a espera para nomeação de um aprovado em concurso público é de até um ano e meio

07/12/2023 08:59, atualizado 07/12/2023 09:17
Foto reprodução / NSC Total Metrópoles
Imagem colorida de mulher escrevendo em caderno aprovado concurso - Metrópoles

O governo federal quer reduzir para três meses o período máximo de espera para nomeação de um aprovado em concurso público federal, o que já valerá para o Concurso Nacional Unificado. De acordo com o Ministério de Gestão de Inovação (MGI), atualmente, os candidatos esperam até um ano e meio pela nomeação.

O edital do novo modelo de provas para contratação de servidores está previsto para o próximo dia 20 de dezembro. No total, são cargos para 21 órgãos federais, com 6.640 vagas previstas. Serão 180 cidades com provas simultâneas, esperadas para o começo de 2024.

Pela Constituição Federal, a validade máxima dos concursos é de dois anos, prazo que poderá ser prorrogado uma vez, por igual período.

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Desburocratização

Em outra frente, o governo deve editar um decreto com a meta de diminuir as etapas burocráticas para a realização dos certames da administração pública federal. A ideia é substituir o atual regulamento de concursos públicos – o Decreto nº 9.739/2019, adotado na gestão de Jair Bolsonaro.

À época, a norma foi entendida como um endurecimento das regras para realização de concursos. A medida aumentou as exigências para órgãos do governo pedirem novas seleções. Ao menos 14 tipos de informação precisam fundamentar o pedido.

É necessário, por exemplo, demonstrar o quantitativo de servidores ou empregados cedidos nos últimos cinco anos e a evolução do quadro de pessoal, com movimentações, ingressos, desligamentos e aposentadorias.

De acordo com o MGI, o decreto está sendo atualizado, na busca por simplificar as etapas de realização dos certames.

A edição do novo decreto também deve ser fundamental para evitar judicialização com a aplicação do Concurso Nacional Unificado, que é um modelo inédito na contratação de funcionários públicos.