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Brasil

Brasil tem mais de 21 mil aposentados pelo INSS com mais de 100 anos

O número reflete, em parte, o avanço da longevidade da população brasileira

24/06/2026 05:00
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Imagem de prédio da Previdência Social, do INSS

O Brasil já soma mais de 20 mil aposentados com idade igual ou superior a 100 anos recebendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dados obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que, em maio de 2026, havia cerca de 21,1 mil benefícios ativos nessa faixa etária.

O número chama atenção dentro de um universo de milhões de pagamentos mensais feitos pela previdência e reflete, em parte, o avanço da longevidade da população brasileira.

Os beneficiários centenários estão distribuídos por diferentes tipos de aposentadorias e pensões, com valores que variam conforme o histórico contributivo. Em muitos casos, os pagamentos correspondem ao piso previdenciário, mas existem também rendas superiores.

Desse número, a maior parte, aproximadamente 17 mil aposentados, recebem do INSS R$ 1.621,00, ou seja, um salário mínimo. O maior valor pago é de R$ 33.763,00, a três aposentados. Ao todo, são pagos cerca de R$ 40 milhões mensais para aposentados centenários, cerca de R$ 500 milhões anuais.


Aposentados centenários

  • O grupo de aposentados com 100 anos ou mais integra um universo de cerca de 21 mil benefícios pagos mensalmente pelo INSS;
  • Entre os centenários identificados, a maior parte, cerca de 17 mil, recebe apenas o piso previdenciário, atualmente de R$ 1.621,00;
  • Apesar disso, há casos de rendimentos muito acima da média: o maior benefício identificado chega a R$ 33,7 mil, pago a três segurados;
  • O contraste entre o piso e os valores mais altos reflete a diversidade de regras e históricos de contribuição dentro do sistema previdenciário brasileiro;
  • Ao todo, os pagamentos a esse grupo somam cerca de R$ 40 milhões por mês, em meio ao avanço da longevidade e ao aumento da pressão sobre o equilíbrio das contas públicas.

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Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)
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Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)

Angela Macario/Getty Images

O aumento da expectativa de vida no Brasil ajuda a explicar o fenômeno. Nas últimas décadas, o país registrou melhora nos indicadores de saúde e acesso à previdência, ampliando o número de pessoas que conseguem atingir idades mais avançadas com algum tipo de cobertura previdenciária.

Por outro lado, a existência de milhares de beneficiários com mais de 100 anos costuma acender alertas. Auditorias periódicas do INSS e de órgãos de controle buscam identificar pagamentos indevidos, especialmente em casos em que há ausência de prova de vida ou inconsistências no cadastro.

O governo tem intensificado cruzamentos de dados para evitar fraudes e garantir que os recursos sejam destinados corretamente. Com mais beneficiários vivendo por mais tempo, aumenta a pressão sobre as contas públicas e sobre o equilíbrio do sistema no longo prazo.

Atualmente, o INSS é responsável pelo pagamento de cerca de 40 milhões de benefícios mensais, entre aposentadorias, pensões e auxílios.

Veja o ranking dos estados com mais aposentados centenários: 

  • São Paulo, com 3.223;
  • Minas Gerais, com 2.499;
  • Bahia, com 2.027;
  • Rio de Janeiro, com 1.792;
  • Maranhão, com 1.668;
  • Ceará, com 1.050;
  • Pernambuco, com 1.013;
  • Rio Grande do Sul, com 849;
  • Pará, com 833;
  • Paraná, com 736.

Na outra ponta, estados com menor população concentram menos beneficiários centenários: 

  • Acre, com 127;
  • Rondônia, com 105;
  • Amapá, com 93;
  • Roraima, com 46;
  • Amapá, com 93.

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