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Brasil

Após matar colegas, policial grava vídeo: "Te vejo no inferno"; assista

Crime ocorrido durante a madrugada de domingo (14/5) teria sido motivado por perseguição e assédio moral; o policial fez quatro vítimas

15/05/2023 08:55, atualizado 15/05/2023 16:35
Arquivo pessoal
Imagem colorida mostra Policial civil Antônio Alves Dourado é suspeito de matar quatro colegas em delegacia do Ceará - Metrópoles

O policial civil Antônio Alves Dourado, que matou a tiros quatro colegas de profissão dentro da Delegacia Regional de Camocim (CE), gravou um vídeo logo após cometer o crime, na madrugada de domingo (14/5). No registro, ele lamenta a dor das famílias, mas afirma que foi humilhado pelas vítimas.

“Perdão a todos. (…) Fui humilhado, achincalhado, transformado em um lixo, perseguido, inventaram, criaram”, diz o homem. “Maldito Adriano, te vejo no inferno. Maldito Charles, maldito Neto. Vocês são isso, eu acredito que o diabo foi conivente com a vida de vocês”, afirmou. Assista ao vídeo:

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A polícia ainda investiga as causas do ataque; no entanto, segundo o próprio autor, o crime foi motivado por perseguição e assédio moral. Após as mortes, Dourado se entregou, e está detido no sistema prisional.

Morte em delegacia

Inspetor Dourado, como é conhecido, teria assassinado os companheiros por ser “perseguido” dentro da delegacia. Ele relata estar “traumatizado” com a forma como era tratado no trabalho.

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Segundo informações da guarnição da Polícia Militar do Ceará que atendeu à ocorrência, por volta das 4h40 da madrugada de domingo, Dourado chegou em uma moto, pelos fundos da delegacia, pulou o muro e foi para o andar de cima da delegacia (térreo e primeiro andar).

Lá, o assassino se surpreendeu com um plantonista que fazia a segurança do restante da equipe; o agente, identificado como Antonio Claudio dos Santos, possivelmente teria sido o primeiro a morrer. Assustado, o inspetor tentou fugir do atirador, pulou para o térreo e quebrou o braço. Mesmo ferido, tentou abrir o portão da delegacia para fugir. O assassino correu na direção da vítima e a matou pelas costas.

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Antônio Alves Dourado matou quatro colegas em delegacia do Ceará
Multidão se reúne em frente à delegacia onde policial matou companheiros no Ceará
Policial suspeito de matar quatro companheiros em delegacia no Ceará é preso
Policial planejou um botijão de gás para matar companheiros em delegacia do Ceará
Policiais foram mortos dentro de delegacia no Ceará
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Policiais foram mortos dentro de delegacia no Ceará

Reprodução
Antônio Alves Dourado matou quatro colegas em delegacia do Ceará
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Antônio Alves Dourado matou quatro colegas em delegacia do Ceará

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Multidão se reúne em frente à delegacia onde policial matou companheiros no Ceará
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Multidão se reúne em frente à delegacia onde policial matou companheiros no Ceará

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Policial suspeito de matar quatro companheiros em delegacia no Ceará é preso
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Policial suspeito de matar quatro companheiros em delegacia no Ceará é preso

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Policial planejou um botijão de gás para matar companheiros em delegacia do Ceará
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Policial planejou um botijão de gás para matar companheiros em delegacia do Ceará

Arquivo pessoal

Depois de matar o colega, seguiu para os dormitórios, no térreo da delegacia, e atirou contra três policiais que dormiam em redes, onde os corpos foram encontrados.

Na investigação, policiais militares encontraram o botijão de gás de cozinha, que estava sendo preparado com algumas conexões, já que a ideia do assassino era asfixiar as vítimas e ficar de tocaia na delegacia, até o amanhecer. Ele premeditou o crime, segundo as investigações, e pretendia matar os outros policiais que fariam o plantão.

O plano não deu certo porque, depois dos disparos, já coagido, ele fugiu utilizando uma viatura da delegacia. A arma utilizada foi uma pistola calibre .40.

Vítimas

Entre as vítimas, segundo a polícia, estavam: os escrivães Antonio Claudio dos Santos, Antonio Jose Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira, além do inspetor Gabriel de Souza Ferreira.

Um policial que estava de folga, e que prefere não ser identificado, afirmou que o trabalho com Dourado era “complicado”. “Jamais esperávamos isso. Ele era complicado de se trabalhar, mas não discutia com ninguém. E era muito calado. Ele sempre reclamava de algo, não aceitava bem as determinações, sempre achava que estava sendo preterido”, contou.