Após deixar hospital, Bolsonaro pede visita de deputados e senadores
Bolsonaro quer receber senadores e deputados após deixar hospital por mal-estar. Médico confirma câncer de pele em lesões retiradas
atualizado
Compartilhar notícia

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde desta quarta-feira (17/9), o desejo de receber a visita dos senadores Marcos Pontes (PL-SP) e Espiridião Amin (PP-SC). O pedido ocorre após o ex-chefe do Palácio do Planalto deixar o hospital em razão de um mal-estar.
A defesa de Bolsonaro também solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para outras visitas, como as do deputado Osmar Terra (MDB-RS) e da deputada Caroline de Toni (PL-SC), além da troca das datas já agendadas para os deputados Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
Em todas as solicitações protocoladas, os advogados do ex-presidente sustentam que o pedido “tem por objetivo permitir encontro específico, a realizar-se em data a ser oportunamente ajustada, em razão da necessidade de diálogo pessoal com o Peticionante”.
Dentro do cronograma autorizado por Moraes, Bolsonaro pode receber, nesta quarta, o senador Marcos Rogério (PL-RO) entre 9h e 18h. Entretanto, o ex-presidente deixou o hospital à tarde, após passar mal em casa, onde cumpre prisão domiciliar.
O médico do ex-presidente indicou que ele foi diagnosticado com câncer de pele. Segundo Cláudio Birolini, foram retiradas oito lesões da pele de Bolsonaro, considerando que sete eram suspeitas. “E, dessas, duas vieram positivas para um tipo de tumor, que é o carcinoma de células escamosas, que não é nem o mais bonzinho nem o mais agressivo. É o intermediário, mas que ainda assim é um tipo de câncer de pele”, destacou.
Veja calendário de visitas:
- Sanderson – 18/9
- Bruno Scheid – 19/9
- Adolfo Sachsida – 19/9
- Rodrigo Valadares – 22/9
- Rogério Marinho – 23/9
- Sóstenes Cavalcante – 24/9
- Valdemar Costa Neto – 25/9
- Wilder Moraes – 26/9
- Tarcísio de Freitas – 29/9
Sem recursos
Após a condenação de Bolsonaro e aliados, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não pretende recorrer das penas impostas pela Corte. Inicialmente, Gonet havia demonstrado insatisfação com a pena do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, condenado a dois anos de prisão em regime aberto.
O procurador havia dito a auxiliares que a pena poderia ser maior, sobretudo porque, nas alegações finais, apontou omissão de Cid e propôs reduzir apenas um terço da pena.
Apesar da discordância, o PGR não cogita recorrer das condenações decididas pela Turma, incluindo a de Bolsonaro, apontado pelo órgão como líder da organização criminosa.
Entre todos os integrantes do núcleo 1, considerado o crucial da trama golpista, Cid foi o único que escapou de sanções severas, como a perda da patente – embora tenha pedido baixa do Exército. Ele cogita deixar o Brasil para morar nos Estados Unidos com a família, conforme mostrou o Metrópoles.
Recursos das defesas
As demais defesas poderão recorrer das penas. O prazo, no entanto, ainda não começou a contar, porque o acórdão da sentença não foi publicado pela Corte na ação penal que julgou os réus do núcleo 1. Apenas com a publicação desse documento, será possível a formulação de recursos, o que pode ocorrer em até 60 dias, conforme a Resolução nº 536/2014, do STF.
Bolsonaro, atualmente, cumpre prisão domiciliar no âmbito de outro inquérito, que trata de coação processual quanto às sanções aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil. Em eventual medida de prisão preventiva por descumprimento desse inquérito, o ex-presidente deverá cumprir a pena privativa de liberdade na Polícia Federal (PF).
Diante desse cenário, a condição de Bolsonaro não deve mudar até que haja a publicação do acórdão. O ex-presidente só deixaria o regime domiciliar caso descumprisse medidas do inquérito que o colocou nessa condição, como o uso de tornozeleira eletrônica.










