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Brasil

Após condenação de Bolsonaro, PL reúne bancadas para "mostrar união"

Reunião ocorre dias após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenar Jair Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos

05/07/2023 16:05, atualizado 05/07/2023 16:06
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Após se tornar inelegível, Bolsonaro desembarca em Brasília- Metrópoles

O Partido Liberal (PL) reúne, na quinta-feira (6/7), deputados federais e estaduais, senadores, governadores e presidentes regionais para debater prioridades da sigla e “reafirmar a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro”.

O encontro ocorre na sede nacional do partido, em Brasília, a partir das 9h. De acordo com o PL, o evento contará com participação de Bolsonaro, presidente de honra da sigla, e de Walter Braga Netto, secretário nacional de Relações Institucionais da legenda.

Além de Bolonaro e Braga Netto, participarão do encontro os governadores Cláudio Castro (PL-RJ), e Jorginho Mello (PL-SC).

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A reunião ocorre dias após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenar Jair Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos. Braga Netto também foi julgado pela Corte Eleitoral, mas acabou absolvido (leia mais abaixo).

Presidida por Valdemar Costa Neto, a legenda pretende manter a meta de conquistar mais de mil prefeituras no próximo pleito municipal. Em 2020, a sigla elegeu 345 prefeitos.

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Nos últimos dias, Bolsonaro e nomes ligados ao PL têm debatido sobre os próximos passos tomados pela legenda a partir de agora.

“A reunião é também para reiterar a importância do papel dos dirigentes para o crescimento do PL, além de unir mais apoio e discutir a atuação da legenda para fortalecer as prioridades e seguir trabalhando pelos interesses do Brasil”, informou a legenda, em nota.

Inelegibilidade de Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou, na última sexta-feira (30/6), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à inelegibilidade até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em uma reunião com embaixadores, em julho de 2022.

Na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) julgada, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) acusou Bolsonaro de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião do então presidente com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada.

O relator do caso, Benedito Gonçalves, e os ministros Floriano Marques, André Tavares, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes se posicionaram pela condenação de Bolsonaro por 8 anos e absolvição de Walter Braga Netto.

Já os ministros Raul Araújo e Nunes Marques votaram para rejeitar a ação do PDT. São quatro votos a dois pela condenação de Bolsonaro. A decisão impede o ex-mandatário da República de concorrer às eleições de 2024, 2026, 2028 e 2030.