Após ataques, Moraes inclui PCO no inquérito das fake news

Além disso, o ministro do STF determinou que as contas do partido nas redes sociais sejam bloqueadas

atualizado 02/06/2022 17:25

Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou, nesta quinta-feira (2/6), que o Partido da Causa Operária (PCO) seja incluído no inquérito das fakes news, que investiga ataques ao STF.

Além disso, a decisão do ministro pede que os perfis do PCO nas redes sociais sejam bloqueados, preservando o histórico de conteúdo das contas. Moraes ainda pediu que a Polícia Federal intime Rui Costa Pimenta, presidente do partido, a depor sobre postagens do partido nas redes sociais em um prazo de cinco dias.

A decisão de incluir o partido de extrema esquerda no inquérito que investiga nomes ligados ao bolsonarismo acontece após mais uma série de ataques do PCO contra o STF e ao próprio Alexandre de Moraes.

Nessa quarta-feira (2/6), o partido usou as redes sociais para acusar Moraes de preparar um “golpe” contra as eleições, após o ministro do STF afirmar que candidatos que divulgarem fake news com poder de influenciar o voto podem ter o registro para as eleições cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual assumirá a presidência a partir de agosto deste ano.

“Em sanha por ditadura, skinhead de toga retalha o direito de expressão, e prepara um novo golpe nas eleições. A repressão aos direitos sempre se voltará contra os trabalhadores!”, escreveu o PCO em uma publicação no Twitter, que ainda pedia a dissolução do Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa não é a primeira vez que o partido ataca o Poder Judiciário ou decisões que envolvam as eleições deste ano, ou expressa opiniões que são criticadas até mesmo por parte da esquerda. Em maio, o PCO acusou o STF de ser um “órgão ditatorial” por sua essência, e afirmou que não deveria “nem existir”. Já em agosto de 2021, o partido de extrema esquerda se juntou ao coro de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) e questionou a segurança das urnas eletrônicas, sem apresentar provas. 

“Efetivamente, o que se verifica é a existência de fortes indícios de que a infraestrutura partidária do PCO, partido político que recebe dinheiro público, tem sido indevida e reiteradamente utilizada com o objetivo de viabilizar e impulsionar a propagação das declarações criminosas, por meio dos perfis oficiais do próprio partido, divulgados em seu site na internet”, disse Mores em despacho.

Após a inclusão no inquérito das fakes news, o PCO chamou a decisão de Alexandre de Moraes de “censura”, e voltou a pedir a dissolução “imediata do STF”.

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