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Apoiados por Flávio Bolsonaro conquistam 30 vagas no Senado

Candidato indicou apoio a 49 nomes; 54 cadeiras estavam em disputa. Resultado inclui 19 integrantes do PL e 11 de outros partidos

04/10/2026 23:24
Jucimar de Sousa/Especial Metrópoles
Imagem colorida de Flavio Bolsonaro durante carreata em Goiânia em 27/9/2026

Candidatos apoiados por Flávio Bolsonaro (PL) conquistaram 30 das 54 vagas em disputa no Senado neste domingo (4/10).

As vitórias ocorreram em 17 estados e no Distrito Federal e incluíram 19 nomes do PL e 11 de outros partidos.

Entre os eleitos estão Michelle Bolsonaro (PL-DF), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR), Deltan Dallagnol (Novo-PR), Carlos Jordy (PL-RJ), Carlos Portinho (PL-RJ), Guilherme Derrite (PP-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

No Acre, Alagoas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, os dois candidatos apoiados conquistaram as duas cadeiras disponíveis.

O mesmo ocorreu no Distrito Federal, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.

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Em nove estados, nenhum dos nomes indicados por Flávio conseguiu se eleger: Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

Flávio indicou apoio a 49 nomes e, em parte dos estados, combinou um candidato do PL com outro de uma legenda aliada na disputa local. O número leva em conta os candidatos descritos pela campanha em um site oficial.

Ao todo, 19 candidatos da relação ficaram fora do Senado. Entre eles estão João Roma (PL-BA), Capitão Wagner (União-CE), Delegado Éder Mauro (PL-PA), Marcelo Queiroga (PL-PB), Mendonça Filho (PL-PE) e Rodrigo Valadares (PL-SE).

Em Minas Gerais, Domingos Sávio (PL) foi eleito. Marco Antônio Superman (Novo), o outro nome da relação de apoios no estado, ficou fora do Senado.

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Neste ano, estavam em disputa duas das três cadeiras de cada estado e do Distrito Federal. Não há segundo turno para o Senado: são eleitos os dois mais votados, que terão mandatos de oito anos. Os eleitos se juntarão aos 27 parlamentares cujos mandatos seguem até 2031.

Prioridade para a direita

A eleição para o Senado era uma das prioridades do PL e do grupo político de Flávio. A estratégia busca ampliar a bancada de aliados, ganhar força na escolha do próximo presidente da Casa e aumentar a influência sobre decisões que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo já havia sido exposto por Jair Bolsonaro antes da campanha do filho.

Em junho de 2025, o ex-presidente defendeu que os aliados concentrassem esforços para conquistar a maioria absoluta do Senado, de 41 parlamentares, e mandar “mais do que o próprio presidente da República”.

Flávio reforçou essa prioridade na noite de sábado (3/10), em uma transmissão ao vivo. O candidato abriu espaço para aliados que disputavam o Senado pedirem votos e orientou apoiadores a votar nos dois nomes indicados pela campanha em cada estado.

“Vocês viram mais do que nunca como é importante ter um Senado que seja nosso, porque é o poder que tem a condição de equilibrar, de fiscalizar, por exemplo, também o Judiciário”, afirmou.

O peso da Casa também entrou no discurso de Flávio. Durante a campanha, o candidato afirmou que o próximo presidente poderia indicar quatro ministros do Supremo ao longo do mandato. Os escolhidos precisam passar por sabatina e receber o apoio de pelo menos 41 senadores para serem nomeados.

A composição do Senado, portanto, terá influência sobre essas escolhas, independentemente de quem vencer a corrida pelo Planalto. Em um eventual governo de Flávio, uma bancada maior de aliados também poderá facilitar a aprovação de propostas no Congresso.

Os bolsonaristas miram ainda o avanço de pedidos de impeachment contra ministros do STF. Cabe ao presidente do Senado decidir sobre o andamento inicial das denúncias. Se um processo chegar ao julgamento final, a perda do cargo exige pelo menos 54 votos, dois terços dos integrantes da Casa.

No sábado, Flávio Bolsonaro também repetiu esse objetivo. “Hoje mais do que nunca todos veem a importância de você escolher senadores que não tenham esse problema e que se posicionem a favor de impeachment de ministro do Supremo que descumpra a lei do impeachment. Ninguém está acima da lei”, disse.

A aposta nos candidatos ao Senado também serviu à disputa presidencial. A equipe de Flávio buscava alinhar as mensagens das campanhas e usar a estrutura dos aliados para ampliar a presença do presidenciável nos estados que teriam menos espaço em sua agenda.

Família nas urnas

Os três integrantes da família Bolsonaro apoiados por Flávio na disputa pelo Senado foram eleitos. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) conquistaram as duas vagas em disputa.

Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) também foi eleito. A outra candidata apoiada pelo presidenciável no estado, Carol De Toni (PL), conquistou a segunda cadeira.

São Paulo, Rio e Paraná

Em São Paulo, os dois candidatos apoiados por Flávio foram eleitos. Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) ficaram com as duas vagas do estado.

O mesmo ocorreu no Rio de Janeiro. Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, conquistaram as duas cadeiras em disputa.

No Paraná, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) também foram eleitos. A vitória de Deltan nas urnas, porém, não encerra a disputa sobre sua candidatura. O registro do ex-procurador da Lava Jato ainda será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Vitórias fora do PL

Dos 30 eleitos, 11 pertencem a outros partidos.

A lista inclui Mara Rocha (Republicanos-AC), Arthur Lira (PP-AL), Marina JHC (PSDB-AL), Lucas Barreto (PSD-AP), Rayssa Furlan (Pode-AP), Evair de Melo (Republicanos-ES), Lahesio Bonfim (Novo-MA), Deltan Dallagnol (Novo-PR), Styvenson Valentim (Pode-RN), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Guilherme Derrite (PP-SP).

Os outros 19 eleitos são do PL. Além dos nomes escolhidos em estados onde os dois apoiados venceram, o partido elegeu Gustavo Gayer em Goiás, Domingos Sávio em Minas Gerais, Zé Medeiros em Mato Grosso, Nicoletti em Roraima e Eduardo Gomes no Tocantins.