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Apesar de pressão, Weintraub resiste a adiar Enem e prevê “vencer” consulta

Ministro da Educação anunciou que consultará candidatos sobre adiamento do Enem por causa do coronavírus

atualizado

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, cedeu apenas parcialmente a pressões pelo adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e anunciou uma votação entre os candidatos. Após pedidos de entidades e políticos, incluindo uma conversa entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e o presidente Jair Bolsonaro, Weintraub ainda tentou resistir, mas escolheu um caminho alternativo. “É a verdadeira democracia”, afirmou, em live pelo seu perfil no Instagram na noite desta terça-feira (19/05).

O ministro anunciou nas redes sociais que fará uma consulta entre os inscritos na última semana de junho para debater o que fazer. As opções são manter as datas, adiar por 30 dias ou suspender até o fim da pandemia.

Na transmissão desta noite, Weintraub fez campanha pela manutenção da data. “Vamos fazer a consulta pelo Portal do Candidato, mas acho que a grande maioria vai querer fazer o Enem”, previu.

Weintraub pintou um quadro de prejuízos caso o exame seja adiado, sobretudo para o ano que vem. “Se ficar para fevereiro ou março [de 2021], a gente vai perder um ano. E, neste momento de doença, a gente tem que dar perspectiva pras pessoas”, argumentou.

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Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro
Abraham Weintraub deixou o MEC
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Abraham Weintraub deixou o MEC

Andre Borges/Especial para o Metrópoles
Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019
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Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019

Gabriel Jabur/MEC
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
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O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro
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Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Respondendo a críticas de internautas de que os estudantes pobres não têm acesso a conteúdo no período de pandemia, Weintraub disse que “não existe igualdade plena” e que “não é nos últimos seis meses que você vai tirar a diferença de uma vida escolar”.

Segundo Weintraub, 4 milhões de candidatos já se inscreveram no Enem e a expectativa é de que o número final se aproxime de 5 milhões. “A maioria dos inscritos já concluiu o ensino médio em outros anos, então para eles não faz diferença”, disse.

As inscrições para a o Enem 2020 vão até esta sexta-feira (22/05). As provas estão marcadas para 1 e 8 de novembro na versão tradicional e 22 e 29 de novembro na versão digital.

Além de entidades que trabalham com educação, entes públicos, como o Tribunal de Contas da União (TCU), têm se posicionado a favor do adiamento do teste. Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a possibilidade, pedindo que ao menos se realize a prova ainda em 2020.

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