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Ao STF, Castro diz que 117 mortos são “opositores neutralizados”

O governo do RJ teve que prestar esclarecimentos sobre a megaoperação deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão

atualizado

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Philippe Lima/Divulgação
Ministro Alexandre de Moraes, acompanhedo do governador Cláudio Castro, visita sala de inteligência e controle do CICC no Rio de Janeiro Metropoles
1 de 1 Ministro Alexandre de Moraes, acompanhedo do governador Cláudio Castro, visita sala de inteligência e controle do CICC no Rio de Janeiro Metropoles - Foto: Philippe Lima/Divulgação

O governo do Rio de Janeiro enviou, na tarde desta segunda-feira (3/11), um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com esclarecimentos sobre a megaoperação deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro.

121 pessoas morreram durante a operação policial que mirava o Comando Vermelho (CV) — incluindo quatro policiais. Ao detalhar os resultados operacionais e vítimas, o governador Cláudio Castro (PL) apontou que houve 117 “opositores neutralizados”.

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Governo do Rio mostra policiais improvisando maca e torniquete durante megaoperação
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Quatro policiais morreram
Megaoperação no Rio de Janeiro
Segundo líder do PT na Câmara, atuação de milícias nas favelas do Rio também será alvo de investigação da PF
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Quatro policiais morreram

Material cedido ao Metrópoles
Governo do Rio mostra policiais improvisando maca e torniquete durante megaoperação
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Governo do Rio mostra policiais improvisando maca e torniquete durante megaoperação

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Quatro policiais morreram
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Fabiano Rocha / Agência O Globo
Megaoperação no Rio de Janeiro
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Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Segundo líder do PT na Câmara, atuação de milícias nas favelas do Rio também será alvo de investigação da PF
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Segundo líder do PT na Câmara, atuação de milícias nas favelas do Rio também será alvo de investigação da PF

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Policiais durante a ofensiva
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Policiais durante a ofensiva

Reprodução/Instagram
 Helicóptero registra explosões e barricadas na megaoperação; assista
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Helicóptero registra explosões e barricadas na megaoperação; assista

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Criminosos flagrados com fuzis e “roupas de guerra” antes de megaoperação
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Criminosos flagrados com fuzis e “roupas de guerra” antes de megaoperação

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Corpos enfileirados na Praça São Lucas
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Corpos enfileirados na Praça São Lucas

Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Os corpos foram expostos em uma praça
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Os corpos foram expostos em uma praça

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Cadáveres foram recolhidos por moradores
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Cadáveres foram recolhidos por moradores

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Castro teve que prestar esclarecimentos a Moraes, que é o ministro relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, que monitora ações policiais no Rio.

Além dos policiais mortos, o governo do Rio de Janeiro confirmou que quatro civis e 13 agentes de segurança acabaram feridos.

No dia seguinte ao da operação, Moraes mandou que Castro explicasse a ação policial e marcou uma audiência, que ocorreu nesta segunda no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), para tratar sobre o tema.

O documento enviado ao STF contém uma breve contextualização da formação do Comando Vermelho (CV), principal alvo da megaoperação da semana passada, e defende que a ação policial foi planejada ao longo de dois meses dado o nível de complexidade da operação.

O governador ressaltou que muitos dos criminosos estavam trajados com vestes camufladas para dificultar a identificação, além de usar armas de grosso calibre, como fuzis, armas de alta potência e drones.

Para justificar a ação, que acabou se tornando a mais letal da história do estado, Castro fez uma “comparação” entre a ação policial e campanhas militares, apontando que em conflitos armados “busca-se a superioridade de efeitos sobre o oponente para proteção das forças próprias e da população civil”.

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