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Brasil

Ao STF, Castro diz que 117 mortos são "opositores neutralizados"

O governo do RJ teve que prestar esclarecimentos sobre a megaoperação deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão

03/11/2025 19:58, atualizado 03/11/2025 20:45
Philippe Lima/Divulgação
Ministro Alexandre de Moraes, acompanhedo do governador Cláudio Castro, visita sala de inteligência e controle do CICC no Rio de Janeiro Metropoles

O governo do Rio de Janeiro enviou, na tarde desta segunda-feira (3/11), um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com esclarecimentos sobre a megaoperação deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro.

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121 pessoas morreram durante a operação policial que mirava o Comando Vermelho (CV) — incluindo quatro policiais. Ao detalhar os resultados operacionais e vítimas, o governador Cláudio Castro (PL) apontou que houve 117 “opositores neutralizados”.

Ao STF, Castro diz que 117 mortos são “opositores neutralizados” - destaque galeria
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Governo do Rio mostra policiais improvisando maca e torniquete durante megaoperação
Ao STF, Castro diz que 117 mortos são “opositores neutralizados” - imagem 3
Quatro policiais morreram
Megaoperação no Rio de Janeiro
Segundo líder do PT na Câmara, atuação de milícias nas favelas do Rio também será alvo de investigação da PF
Quatro policiais morreram
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Quatro policiais morreram

Material cedido ao Metrópoles
Governo do Rio mostra policiais improvisando maca e torniquete durante megaoperação
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Reprodução/Governo do Rio
Ao STF, Castro diz que 117 mortos são “opositores neutralizados” - imagem 3
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Material cedido ao Metrópoles
Quatro policiais morreram
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Quatro policiais morreram

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Megaoperação no Rio de Janeiro
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Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Segundo líder do PT na Câmara, atuação de milícias nas favelas do Rio também será alvo de investigação da PF
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Segundo líder do PT na Câmara, atuação de milícias nas favelas do Rio também será alvo de investigação da PF

Reprodução/X
Policiais durante a ofensiva
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Policiais durante a ofensiva

Reprodução/Instagram
 Helicóptero registra explosões e barricadas na megaoperação; assista
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Helicóptero registra explosões e barricadas na megaoperação; assista

Reprodução/Instagram
Criminosos flagrados com fuzis e “roupas de guerra” antes de megaoperação
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Criminosos flagrados com fuzis e “roupas de guerra” antes de megaoperação

Reprodução
Corpos enfileirados na Praça São Lucas
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Corpos enfileirados na Praça São Lucas

Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Os corpos foram expostos em uma praça
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Os corpos foram expostos em uma praça

Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Cadáveres foram recolhidos por moradores
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Cadáveres foram recolhidos por moradores

Tercio Teixeira/Especial Metrópoles

Castro teve que prestar esclarecimentos a Moraes, que é o ministro relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, que monitora ações policiais no Rio.

Além dos policiais mortos, o governo do Rio de Janeiro confirmou que quatro civis e 13 agentes de segurança acabaram feridos.

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No dia seguinte ao da operação, Moraes mandou que Castro explicasse a ação policial e marcou uma audiência, que ocorreu nesta segunda no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), para tratar sobre o tema.

O documento enviado ao STF contém uma breve contextualização da formação do Comando Vermelho (CV), principal alvo da megaoperação da semana passada, e defende que a ação policial foi planejada ao longo de dois meses dado o nível de complexidade da operação.

O governador ressaltou que muitos dos criminosos estavam trajados com vestes camufladas para dificultar a identificação, além de usar armas de grosso calibre, como fuzis, armas de alta potência e drones.

Para justificar a ação, que acabou se tornando a mais letal da história do estado, Castro fez uma “comparação” entre a ação policial e campanhas militares, apontando que em conflitos armados “busca-se a superioridade de efeitos sobre o oponente para proteção das forças próprias e da população civil”.