Desde a redemocratização, ao menos 49 deputados perderam os mandatos

Chiquinho Brazão, acusado de matar Marielle, e Flordelis, condenada por encomendar a morte do marido, perderam os mandatos nos últimos anos

atualizado

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Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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1 de 1 camara-pl-anistia - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Desde o fim da ditadura militar, ao menos 49 deputados federais já perderam os mandatos — e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) corre o risco de ser o próximo. Ele responde a processos na Câmara que podem resultar em sua saída, seja pelo Conselho de Ética ou pela própria Mesa Diretora, comandada por Hugo Motta (Republicanos-PB), devido a faltas.

Não se pode confundir cassação com perda de mandato. A cassação é uma punição aplicada pela Justiça Eleitoral em casos de falta grave, como corrupção ou quebra de decoro. Já a perda de mandato é um conceito mais amplo, que também abrange situações como renúncia, morte, ausências sem justificativa ou o exercício de cargo considerado incompatível. Em resumo, todo parlamentar cassado perde o mandato, mas nem toda perda de mandato resulta de cassação.

A perda de mandato recente mais emblemática foi a de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Embora o Conselho de Ética da Câmara tenha aprovado a cassação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou a perda de mandato por faltas, e o caso não chegou a ser apreciado em plenário.

Em abril, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão domiciliar de Brazão, que estava detido preventivamente na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) desde março de 2024.

Leia a lista de deputados que perderam mandato desde a redemocratização:

Em 30 de julho de 2025, a Câmara declarou a perda de mandato de sete deputados. A determinação foi decorrente de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou a regra sobre a distribuição das chamadas sobras eleitorais.
Os parlamentares que perderam os cargos foram Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Augusto Puppio (MDB-AP), Lebrão (União-RO), Lázaro Botelho (PP-TO), Professora Goreth (PDT-AP), Silvia Waiãpi (PL-AP) e Sonize Barbosa (PL-AP).

Caso Flordelis

Em 2021, por 437 votos a favor, 7 contrários, e 12 abstenções, o plenário da Câmara decidiu cassar o mandato da deputada federal Flordelis (sem partido-RJ), acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo.

O crime ocorreu em junho de 2019. O pastor foi executado com mais de 30 tiros.

Em 2022, Flordelis foi condenada a 50 anos e 28 dias de prisão por encomendar a morte do próprio marido.

Mensalão

O escândalo do Mensalão, revelado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resultou em três cassações — Pedro Corrêa (PP-PE), José Dirceu (PT-SP) e Roberto Jefferson (PTB-RJ) — e sete renúncias. Entre os que abriram mão do mandato estão Valdemar Costa Neto (PL-SP), em duas ocasiões, José Genoino (PT-SP), Paulo Rocha (PT), João Paulo Cunha (PT-SP), Carlos Rodrigues (PL-RJ), José Borba (PMDB-PR), Pedro Henry (PP-MT) e Bispo Rodrigues (PR-RJ).

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