Anvisa determina a proibição e apreensão de extratos fitoterápicos Pygeum
Resolução publicada no DOU também proíbe fabricação, venda, distribuição e uso de produtos sem registro e de medicamentos falsificados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todos os lotes de produtos à base de Pygeum, além de água bacteriostática e diluente bacteriostático comercializados sem registro no órgão. A decisão também atinge cinco lotes falsificados do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e também conhecido por seu uso no controle do peso.
As medidas constam na Resolução-RE nº 4.329, assinada em 4 de novembro e publicada nesta sexta-feira (6/11) no Diário Oficial da União. As determinações entraram em vigor na data da publicação.
No caso do Pygeum, a proibição abrange todas as versões comercializadas pelas marcas Oficialfarma, Unicpharma, Bioformulas, Swanson, Recover Farma e Nutricost, além dos produtos vendidos sem identificação de marca.
De acordo com a nula, o Pygeum auxilia no tratamento dos sintomas urinários relacionados ao aumento benigno da próstata. Segundo a Anvisa, foram identificados anúncios de comercialização desses produtos sem registro, notificação ou cadastro na agência. A empresa responsável pela fabricação não foi identificada.
A determinação estabelece a apreensão e proíbe armazenamento, fabricação, transporte, distribuição, propaganda, comercialização e uso dos produtos.
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Ver todasÁgua e diluente bacteriostáticos também são alvo
A resolução inclui todos os lotes de Água Bacteriostática e Diluente Bacteriostático. De acordo com a agência, os produtos eram anunciados sem registro na categoria de medicamentos específicos e tinham fabricante desconhecido.
Assim como no caso do Pygeum, estão proibidas todas as etapas de fabricação, armazenamento, transporte, divulgação, distribuição e comercialização, além do uso dos produtos.
Lotes falsificados de Mounjaro
Outro ponto da decisão envolve o Mounjaro, medicamento produzido pela farmacêutica Eli Lilly. A empresa comunicou à Anvisa a identificação de unidades com características divergentes das apresentadas pelo produto original.
A agência determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e uso dos seguintes lotes:
- 2,5 mg: KUSTR43969410;
- 5 mg: B55010;
- 15 mg: D810042, D838889 e 2138737.
Conforme as informações apresentadas pela fabricante, quatro dos lotes não são reconhecidos pela empresa: KUSTR43969410, B55010, 2138737 e D838889. Além disso, os lotes D810042, 2138737, B55010 e D838889 apresentam rótulos incompatíveis com os padrões de fabricação da farmacêutica.
A Anvisa esclareceu que, no caso do lote D810042, a proibição se aplica exclusivamente às unidades falsificadas identificadas com essa numeração. Portanto, os produtos autênticos, fabricados regularmente pela Eli Lilly, não estão incluídos na restrição.
A agência reforça, com a medida, a importância do controle sanitário sobre medicamentos e produtos comercializados no país, especialmente diante dos riscos associados ao consumo de itens sem procedência comprovada ou com suspeita de falsificação.
