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Anistia: Motta se reúne com líderes para reduzir pressão sobre tema

Reunião com líderes partidários ocorrerá às 10h desta terça-feira (16/9) na Residência Oficial da Câmara dos Deputados

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Hugo Motta
1 de 1 Hugo Motta - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se encontra, às 10h desta terça-feira (16/9), com líderes partidários na Residência Oficial da Casa, em Brasília. O tema da reunião será o Projeto de Lei da Anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 de prisão por participação da chamada trama golpista, pressionam pela aprovação da iniciativa. Motta, porém, resiste em pautá-la. Para ele, o projeto contamina o debate legislativo, além de ser malvisto por boa parte da população brasileira; por isso, o presidente da Casa quer usar o encontro de hoje para encerrar o assunto, mantendo-se mais próximo ao desejo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A tendência é de que o presidente da Câmara adie a votação do Projeto de Lei da Anistia para buscar um consenso com o governo, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), antes de levar o texto ao plenário. Motta e líderes do Centrão, por enquanto, rejeitam votar uma anistia “ampla e irrestrita”, como defende a oposição.

Nessa segunda-feira (15/9), Motta se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto. O encontro não estava registrado na agenda oficial de nenhum dos dois.

Contagem de votos

Com o cenário incerto, a base do governo e Motta passaram a contar votos para derrubar a proposta. Nessa segunda-feira (15/9), foi a vez de o líder do PL na Câmara e principal articulador do projeto, Sóstenes Cavalcante (RJ), recontar o posicionamento dos deputados.

Sóstenes pediu à equipe legislativa para mapear os votos por partido em um documento, ao qual o Metrópoles teve acesso. Na contagem do líder do PL, o projeto teria 282 votos. Para ser aprovado na Câmara, uma proposta precisa de maioria simples e quórum mínimo de 257 deputados.

Enquanto isso, a base do governo passou a apostar na derrota do projeto no plenário da Casa. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tem se reunido com líderes para tentar abafar o apoio ao projeto que pode beneficiar Bolsonaro.

O tema ganhou força nas semanas da fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na ação da trama golpista. O assunto foi encabeçado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Com a condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a oposição deverá aumentar ainda mais a pressão sobre Motta.

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