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Brasil

Anac: preço das passagens aéreas tem alta de 29,5% em um mês

Um dos setores mais afetados pela pandemia, a aviação comercial recupera aos poucos o movimento que tinha antes da emergência sanitária

Mariah Aquino04/06/2022 18:58, atualizado 04/06/2022 19:05
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Gustavo Moreno/Metrópoles
Avião - Banco de Imagens Aeroporto de Brasilia

As passagens aéreas estão cada vez mais pesadas no bolso dos consumidores. A retomada do setor da aviação, um dos mais afetados pela pandemia da Covid-19, ocorre devagar rumo aos níveis antes da emergência sanitária, mas o valor cobrado ao consumir segue em ritmo acelerado.

Em um mês, os preços das passagens aumentaram 29,5%. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foram revelados pelo jornal O Globo.

Se comparado a março de 2021, o salto nos preços foi ainda maior: 68,6%. Entre os fatores que podem influenciar a alta, está o aumento do querosene de aviação (QAV) e o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já ultrapassou 100 dias de duração.

Petrobras anunciou, na última quarta-feira (1º/6), mais um reajuste do QAV nas refinarias. O aumento pode chegar a até 11% em comparação à cotação do mês de maio.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o preço do litro do QAV acumula alta de 64,3% só no primeiro semestre deste ano.

“Esses dados comprovam a pressão diária que as empresas enfrentam com a alta dos custos estruturais, especialmente o preço do QAV, que tem sido impactado pela alta da cotação do barril de petróleo no mercado internacional, por causa da guerra na Ucrânia. A valorização do dólar em relação ao real também é um desafio cotidiano, já que metade dos custos do setor é dolarizada”, destaca o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

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