Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Relator de MP das aéreas quer manter cobrança de bagagens no Brasil

Senador Carlos Viana avisou lideranças que não pretende manter no texto a modificação que permite despacho gratuito de bagagens

14/05/2022 08:00, atualizado 15/05/2022 07:26
Leopoldo Silva/Agência Senado
Carlos Viana_senador

O relator do Senado da MP que altera regras do setor aéreo, Carlos Viana (PL-MG), já avisou a lideranças no Senado que não quer manter no texto a proibição para cobrança de bagagens despachadas.

Viana argumenta em conversas com senadores que as mudanças feitas na Câmara, que retomam a possibilidade de os passageiros levaram malas para despachar sem cobrança adicional, violam acordos firmados pelo Brasil.

Além disso, alega que, hoje, as empresas aéreas conseguem operar um voo de ponto a ponta com 14 pessoas a menos do que antes. Com a volta dos despachos gratuitos, o custo sobe.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Para Viana, a solução para baixar o preço das passagens seria um projeto que permitisse aeronaves estrangeiras trafegarem no Brasil sem um prefixo nacional. Mas vê como inviável essa discussão dentro da medida provisória.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

A tendência hoje no Senado, entretanto, é de manter a alteração feita pela Câmara. Em resposta a Viana, lideranças dizem não ser possível, em pleno ano eleitoral, manter a cobrança impopular.

A medida provisória, que altera regras de exploração de aeroportos, foi aprovada na Câmara dos Deputados com a modificação. Os parlamentares retomaram a gratuidade no despacho de bagagens, que havia caído em 2019.