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Morto na queda de uma aeronave que decolou do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (30/11), Guilherme Murback, 26 anos, era apaixonado pela aviação. “A vida dele era isso. Pesquisava na internet, mostrava pra gente os modelos de avião. Amava pilotar”, contou o amigo Pedro Henrique Castaldelli Ramos, de 19 anos.

Segundo Ramos, os dois se conheceram há pouco mais de um ano, em um empreendimento do qual Murback foi sócio, a SP Premium Lounge, uma casa de tabacaria e bar na região da Água Fria, na zona norte. Ramos é freelancer e trabalha no atendimento e no bar do local.

“Minha tia avisou pelo grupo do WhatsApp que havia caído um avião que tinha decolado do Campo de Marte. Em seguida, no grupo do trabalho, confirmaram que era o Guilherme no avião”, contou Ramos, abalado com a notícia. “Ele conseguia prender a atenção dos outros, de tanto que amava falar sobre pilotar”, disse.

Murback estava na aeronave de modelo Cessna C210 que decolou às 15h55 do aeroporto do Campo de Marte. A aeronave caiu logo em seguida, atingindo uma casa e danificando outras três. Piloto e copiloto morreram no acidente e outras 12 pessoas ficaram feridas.

Nas redes sociais, Murback se intitulava CEO e fundador da Air Box Brasil. A empresa em seu site informa que foi “criada pela necessidade de se preencher uma lacuna na prestação de serviços de despachante na aviação civil junto à Anac” e tem sede em um hangar do Campo de Marte.

“Sem raízes na terra”
Em seu perfil pessoal no Facebook, Murback publicou um texto em homenagem aos aviadores como ele. “Eles não têm raízes na terra. Flutuam nos ares, seu habitat é seu domínio. São arrogantes senhores dos céus”, postou.