Amapá volta a registrar falta de luz em municípios dois meses após apagão

Novamente, 13 dos 16 municípios do estado foram atingidos pela falta de energia registrada por volta das 16h desta quarta-feira (13/1)

atualizado 13/01/2021 17:55

falta de energia em amapá dificulta a rotina dos moradores do estado1Hugo Barreto/Metróples

O Amapá voltou a registrar falta de energia nesta quarta-feira (13/1) em 13 dos seus 16 municípios. Segundo a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), o problema ocorreu por volta das 16h.

De acordo com a companhia, houve alguma falha na linha de transmissão. A Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) informou que “sofreu uma ocorrência externa ao seu controle na linha de transmissão de Laranjal à Macapá, que abastece sua subestação Macapá, todavia a questão já foi resolvida” (leia a íntegra mais abaixo).

A falha no fornecimento de energia desta quarta ocorre dois meses após o estado sofrer com uma crise energética que atingiu 90% da população, em novembro de 2020.

Em 23 de dezembro, a subestação de Macapá ativou o transformador de “backup” a fim de garantir segurança energética à população.

Apagão no estado em 2020

Em 3 de novembro do ano passado, 13 dos 16 municípios sofreram com um blecaute que durou mais de 20 dias.

De acordo com um relatório do Corpo de Bombeiros divulgado no início da semana, a subestação de Macapá que pegou fogo e levou ao apagão de 22 dias em 13 dos 16 municípios do Amapá não tinha sistemas preventivos contra incêndio.

“Durante as conversações e coletas de dados para o preenchimento do relatório de ocorrência, questionamos sobre os sistemas preventivos daquela planta, bem como do plano de ação em caso de sinistro. Obtivemos a resposta que não possuíam”, diz o Relatório de Análise de Perturbação (RAP), documento produzido pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

O documento afirma que não foram identificados “sistemas preventivos no entorno da região sinistrada”, salvo uma parede que separava o “transformador sinistrado dos demais e o deck que o cercava”.

Segundo o relatório, as estruturas no local do incêndio não eram suficientes para combatê-lo.

A ONS também produziu um relatório preliminar sobre o apagão. O órgão é responsável pela coordenação e pelo controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional e pelo planejamento da operação dos sistemas isolados do país.

O documento foi formulado em 17 de novembro e descreve que o apagão iniciado às 20h48min do dia 3 de novembro foi resultado de uma “contingência múltipla”.

“O evento em pauta foi resultado de contingência múltipla (indisponibilidade do TR-2 e perda dos outros dois transformadores em um mesmo evento), e que a carga local já é suprida conforme critério estabelecido no planejamento da expansão (n-1) para todas as subestações do país”, descreve o documento.

O que diz a CEA

A CEA informa que a interrupção do fornecimento de energia na tarde desta quarta-feira, 13, não tem relação com problemas de distribuição.

Foi identificado uma ocorrência na linha de transmissão no trecho Macapá/Jari. A Companhia aguarda as informações oficiais do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O que diz a LMTE

A Linhas de Macapá Transmissora de Energia informa que na tarde desta quarta-feira sofreu uma ocorrência externa ao seu controle na linha de transmissão de Laranjal à Macapá, que abastece sua subestação Macapá, todavia a questão já foi resolvida.

A concessionária disponibilizou as linhas de transmissão instantaneamente (em 1 minuto), portanto, a disponibilidade de suas instalações de transmissão foi rapidamente normalizada. Tal evento ocorre diariamente no Brasil (cerca de 9 por dia conforme relatório 0117/2020 do ONS), e no caso particular, com consequência de falta de energia em um estado, expõe a fragilidade do sistema de energia do Amapá que não conta com redundância devido a questão de planejamento setorial.

A LMTE destaca que sua subestação Macapá e os três transformadores da subestação funcionam sem registro de intercorrências.

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