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A Associação dos Magistrados do Distrito Federal e dos Territórios (Amagis) recebeu com entusiasmo a indicação do juiz federal Sergio Moro para comandar o superministério da Justiça. Em nota, a entidade desejou “sorte e sucesso” ao responsável pela Operação Lava Jato.

Quem assina o texto é o presidente da  instituição, juiz Fábio Francisco Esteves, que considerou a futura nomeação um avanço para a “agenda de combate à corrupção, pois sabidos são os sacrifícios impostos pela carreira”.

“A agenda de combate à corrupção, ao crime organizado e de fortalecimento da Justiça se mostra premente na atual conjuntura do país. Os valiosos conhecimentos adquiridos no exercício da magistratura certamente agregarão ao Ministério da Justiça no diálogo institucional”, escreveu Esteves.

Convite de Bolsonaro
O futuro ministro justificou a escolha após o encontro com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Veja, abaixo, a nota oficial divulgada por Sérgio Moro após o encontro:

“Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes.

Curitiba, 01 de novembro de 2018. Sérgio Fernando Moro”