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Brasil

AM: pacientes com Covid-19 são amarrados a macas por falta de sedativo

Essas pessoas passaram o fim de semana presas, com nós improvisados por faixas de gazes. O caso aconteceu em Parintins

22/02/2021 22:34, atualizado 22/02/2021 22:37
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AM: pacientes com Covid-19 são amarrados a macas por falta de sedativo

Ainda com resquícios do caos na saúde pública no estado do Amazonas, fotos chocantes mostram pacientes com Covid-19 sendo amarrados em macas por falta de sedativo no Hospital Municipal Jofre Cohen, em Parintins, no interior do estado. De acordo com o fato noticiado pelo G1, essas pessoas estão inconscientes, intubadas e em estado grave.

A reportagem afirma que esses pacientes passaram o fim de semana amarrados nas próprias macas, com nós improvisados por gaze. “A denúncia deve ser apurada pela Defensoria Pública”, acrescenta o G1.

“Com toda certeza a defensoria vai oficiar a Prefeitura de Parintins, mas também a direção do hospital, para pedir a semente sobre o fato de que as imagens retratam. E aí, a depender dessa resposta, a gente vai sim analisar e considerar sim a propositura de ação judicial”, disse o defensor público Rafael Barbosa.

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Já Secretaria de Saúde de Parintins informou que há grande demanda por medicamentos de sedação de pacientes, mas não faltam medicamentos.

A prefeitura da cidade, mesmo com a denúncia apontar que vários pacientes foram amarrados, afirmou que o fato foi isolado e se deu “por conta de um surto psicótico no doente e que a equipe teve que promover a técnica de contenção para deixar o paciente em segurança”.

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De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) no sábado houve um pedido de medicamentos de Parintins e no mesmo dia o município foi abastecido com os remédios para sedação solicitados. A SES também  afirmou que não houve relatos oficiais sobre os fatos narrados.

Ainda de acordo com a SES-AM, nesta terça-feira (23/2) uma força-tarefa integrada por profissionais de órgãos das esferas estadual, federal e municipal estará em Parintins, com o objetivo de verificar o motivo da alta demanda de internações nos hospitais locais, além de apoiar o município num plano de redução das internações e reorganização da rede de assistência.

Dados apontam que, antes da pandemia, os hospitais do Amazonas consumiam 800 ampolas por mês de um dos medicamentos usados para sedação. Já com a nova explosão de casos de Covid-19, o número subiu para 28 mil ampolas em dezembro e 50 mil em janeiro, quando estado viveu o momento mais crítico.