Alvo da PF, deputado Félix Mendonça nega negociação de emendas
Polícia Federal vê provas robustas de envolvimento do parlamentar em esquema de desvios de recursos oriundos de emendas
13/01/2026 12:47, atualizado 13/01/2026 13:04

Alvo da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (13/1), em nova fase da Operação Overclean, o deputado federal Félix Mendonça (PDT-BA) se manifestou e, por meio de nota, negou qualquer envolvimento com o esquema de desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.
Em nota encaminhada pela assessoria do parlamentar, ele reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. “O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia”, diz a nota.
O parlamentar ainda afirma que “lamenta, entretanto, a morosidade de investigações dessa natureza, que comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral, motivo pelo qual defende que a apuração ocorra de forma célere e responsável”.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasComo mostrou o Metrópoles, na coluna da Mirelle Pinheiro, os elementos mais recentes da investigação surgiram após o assessor direto do deputado ter sido alvo da quarta fase da operação, ainda em 2025.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nesta terça, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal, incluindo no apartamento funcional do deputado.
Além disso, o Supremo determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. Segundo a PF, o objetivo é interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos.
Nova fase da Overclean
A nova diligência é um desdobramento direto da quarta fase da Overclean, quando o assessor parlamentar Marcelo Chaves Gomes foi apontado como operador do esquema e teve medidas cautelares impostas.
À época, a PF identificou indícios de que emendas parlamentares teriam sido liberadas mediante pagamento de vantagem indevida, com posterior manipulação de licitações municipais.
