
Mirelle PinheiroColunas

Overclean: saiba onde deputado Félix Mendonça foi localizado pela PF
As medidas foram autorizadas pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF)
atualizado
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A coluna apurou que a Polícia Federal (PF) localizou o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) em uma fazenda no município de Entre Rios, no interior da Bahia, durante a deflagração da 9ª fase da Operação Overclean, na manhã desta terça-feira (13/1).
No local, Félix Mendonça foi alvo de busca pessoal e teve o celular apreendido. De acordo com relatos, ele não ofereceu resistência e se mostrou solícito ao cumprimento das ordens judiciais.
Além da fazenda onde o deputado foi localizado, a PF cumpriu mandados em outros endereços ligados ao parlamentar:
• o apartamento funcional utilizado por ele em Brasília;
• a sede do PDT na Bahia;
• um imóvel de alto padrão em Salvador, avaliado em cerca de R$ 50 milhões, situado no Edifício Mansão Wildberger.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do deputado federal afirmou que o parlamentar recebeu a notícia da ação da Polícia Federal (PF) com surpresa e alegou que o político é inocente.
“O parlamentar lamenta a morosidade de investigações dessa natureza, que comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral, motivo pelo qual defende que a apuração ocorra de forma célere e responsável.”
O texto diz, ainda, que o deputado jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas.
As medidas foram autorizadas pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Ligação com a 4ª fase da operação
A ação desta terça-feira é considerada um desdobramento direto da 4ª fase da Overclean, realizada em 2025, quando o assessor parlamentar Marcelo Chaves Gomes foi apontado pela PF como operador do esquema.
O material apreendido naquela etapa levou os investigadores a concluir que havia elementos robustos para avançar sobre o núcleo político, agora formalmente atingido na 9ª fase.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de atuar no direcionamento e desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, com indícios de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
















