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Brasil

Aliado de Beira-Mar ordenou da cadeia retaliação a policiais no Rio

Naldinho é apontado como membro do Conselho do CV e articulador da retaliação no Alemão e na Penha. Ele será transferido ao sistema federal

29/10/2025 09:49, atualizado 29/10/2025 10:07
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Reprodução
Imagem colorida do criminoso Naldinho do Comando Vermelho - Metrópoles

Um dos criminosos que deve ser transferido para o sistema prisional federal é Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho, apontado em investigações como membro do Conselho Permanente do Comando Vermelho (CV) e um dos responsáveis por ordenar, de dentro da cadeia, a retaliação contra policiais durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha.

Naldinho está na lista de nomes que o governador Cláudio Castro (PL) encaminhou ao governo federal para transferência ao sistema prisional federal. A solicitação foi feita após dois relatórios da Polícia Civil e da Polícia Militar apontarem que ele articulou a retaliação contra policiais depois da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. O governo Lula atendeu o pedido.

Ele foi considerado braço-direto de Fernandinho Beira-Mar e tem relações com Edgard Alves de Andrade, o Doca da Penha, apontado como o principal líder do Comando Vermelho em liberdade no Rio de Janeiro.


Mais detalhes do caso

  • Ao todo, 50 corpos foram recolhidos e levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais vias da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29/10).
  • O governo do Rio de Janeiro informou que pelo menos 64 pessoas foram mortas em confronto durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha.
  • Em nota, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) afirmou ter tomado conhecimento da presença dos corpos na praça e que as circunstâncias do caso estão sendo apuradas.

O criminoso tentou deixar a prisão em 2021 de uma forma ousada: integrantes do CV enviaram ao Presídio Gabriel Ferreira Castilho um alvará de soltura falso, supostamente assinado por um juiz do Rio de Janeiro, por meio de um e-mail não institucional. O documento determinava a libertação imediata do criminoso.

Agentes penitenciários, no entanto, desconfiaram da autenticidade do alvará e confirmaram que se tratava de uma falsificação. Diante disso, Naldinho permaneceu preso em Bangu 3, onde se encontra hoje aguardando transferência.

O nome do criminoso também aparece em investigações da Polícia Federal (PF). Na mais recente, os investigadores interceptaram mensagens em que Naldinho determinava uma “trégua” durante a reunião do G20, realizada no Rio de Janeiro no ano passado, conforme mostrou o Metrópoles.

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A ação ocorreu em 28 de outubro
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Sob comando de Castro, Polícia do Rio já matou mais de 800 pessoas
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