Alcolumbre recebe líder de Lula horas antes de votar pauta-bomba
Líder do governo no Senado, Teresa Leitão assumiu a articulação com a saída de Jaques Wagner. Terá a tarefa de destravar pautas prioritárias

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu, nesta terça-feira (30/6), a recém-designada líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE) (na foto em destaque, com Lula).
O encontro realizado na Residência Oficial se dá no mesmo dia em que o senador amapaense colocou em votação a aposentadoria especial para agentes de saúde, uma pauta-bomba para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Ver todasTrata-se do primeiro encontro após Teresa Leitão assumir o cargo deixado por Jaques Wagner (PT-BA), que se licenciou da liderança após ser alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de envolvimento no caso do Banco Master.
O senador baiano selou a saída depois de se reunir com Lula na quarta-feira da semana passada, no Palácio da Alvorada.
A senadora pernambucana assume a articulação do governo no Senado em um momento delicado para Lula e Alcolumbre, que romperam relações em 2025. O presidente do Senado deu sucessivas derrotas ao Planalto desde então. As últimas foram de caráter econômico, pautando e aprovando temas de amplo impacto fiscal.
Pauta-bomba
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 14/2021 concede aposentadoria diferenciada para agentes de saúde e fomenta a contratação de terceirizados como servidores plenos.
A proposta está na pauta do Plenário e conta com o apoio de líderes partidários da base, que assinaram um requerimento para dar urgência à proposta, cujo custo estimado é de R$ 3 bilhões por ano, somando R$ 30 bilhões em uma década.
A relação se viu ainda mais fragilizada diante da má relação entre Alcolumbre e Jaques, com quem o presidente do Senado também rompeu em 2025 por atribuir a ele a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, em detrimento do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Além da agenda fiscal, Alcolumbre segura pautas prioritárias para o governo, como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança. O senador tem reclamado sucessivamente das críticas que recebe por segurar pautas de apoio popular e dar andamento a propostas caras para o governo, o que, na prática, tem afastado ainda mais o presidente do Senado do líder do governo e, por via de regra, de Lula.


