Brasil dará resposta à UE sobre carne em até 15 dias, diz Alckmin
Prazo foi anunciado após comitiva brasileira se reunir com a União Europeia para discutir a suspensão da importação de carne brasileira
atualizado
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O governo brasileiro pretende responder em até 15 dias à decisão da União Europeia de suspender a importação de proteína animal do Brasil, informou o vice-presidente, Geraldo Alckmin. O prazo foi anunciado após uma delegação brasileira se reunir com representantes do bloco europeu para discutir a decisão.
Em anúncio feito nessa terça-feira (12/5), a UE publicou uma lista de países aptos a exportar carnes para países membros do bloco. O Brasil ficou de fora da lista, em uma decisão que surpreendeu o governo brasileiro. A determinação começa a valer em setembro e, de acordo com o grupo, responde à diretrizes sanitárias.
“Em 15 dias os esclarecimentos vão ser dados [à União Europeia] e todas as informações técnicas […] Até porque nós somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal e quanto proteína vegetal”, declarou Alckmin.
Ainda na manhã desta quarta (13/5), o embaixador do Brasil na Comissão Europeia em Bruxelas, Pedro Miguel da Costa e Silva, se reuniu com autoridades sanitárias do bloco europeu para discutir a decisão.
Conforme apurou o Metrópoles, ficou definido após o encontro que grupos técnicos de trabalho seriam estabelecidos com a intenção de fornecer todas as informações necessárias pela UE. O objetivo é reverter a suspensão imposta à proteína animal com origem no Brasil.
Em novas diretrizes impostos a produtos importados pelos países europeus, a União Europeia determinou restrições voltadas ao combate à resistência bacteriana e à redução do uso considerado desnecessário de antibióticos na pecuária.
Por outro lado, membros do governo brasileiro veem a medida como política, alinhada ao protecionismo econômico europeu. Pesa ainda para essa conclusão o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que foi aprovado nos últimos e está em vigor, ainda que de maneira provisória, desde o dia 1º de maio.
