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Brasil

Ajufe se pronuncia contra ações dos EUA que afrontam Justiça do Brasil

Segundo Associação dos Juízes Federais, sistema de Justiça brasileira é reconhecido "internacionalmente" por atuação democrática

17/07/2025 11:30, atualizado 17/07/2025 11:57
Reprodução
Imagem colorida, STF, Metrópoles

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou nessa quarta-feira (17/7) uma nota de repúdio à recentes declarações de autoridades dos Estados Unidos que “afrontam a soberania nacional e buscam deslegitimar o sistema de Justiça brasileiro, em especial a atuação do Supremo Tribunal Federal“.


Entenda o que está acontecendo

  • A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou, na segunda-feira (14/7), uma nota em sua conta oficial no X na qual critica decisões do STF e manifesta apoio a Bolsonaro.
  • A nota é divulgada no contexto de uma série de ameaças de tarifaços que Trump tem feito em relação a países dos Brics, em especial, incluindo o Brasil.
  • O presidente norte-americano já ameaçou aplicar taxas de 100% aos países membros do bloco que não se curvem aos “interesses comerciais dos EUA”.
  • Na quinta passada (10/7), Trump definiu uma tarifa de 50% para os produtos brasileiros. Na ocasião, saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o líder norte-americano, o Brasil não está “sendo bom” para os EUA.
  • O governo norte-americano afirma que há ataques à liberdade de expressão no Brasil e promete consequências diplomáticas.

A Ajufe afirma que não há democracia sem um Judiciário independente e que o Brasil possui instituições reconhecidas internacionalmente por sua atuação alinhada com os princípios do Estado Democrático de Direito.

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“Tentativas de submeter decisões judiciais e a atuação de autoridades brasileiras a pressões ou avaliações externas constituem grave afronta à autodeterminação e à soberania do país”, diz a nota.

A associação reforça que não será aceita nenhuma forma de interferência na atuação dos magistrados brasileiros e que permanecerá vigilante na “defesa da soberania, da legalidade e da independência das instituições”.

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