Brasil tem 200 toneladas de alimentos à espera de venezuelanos

O porta-voz da República, Otávio Rêgo Barros, descartou ação qualquer tipo de ação militar na fronteira com o país vizinho

Wilson Dias/Agência BrasilWilson Dias/Agência Brasil

atualizado 22/02/2019 19:41

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, informou nesta sexta-feira (22/2) que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) convocou reunião de trabalho a respeito da operação de ajuda humanitária para a Venezuela. Neste sábado (23), será iniciada a entrega das doações, que se estenderá por mais alguns dias, sem previsão de término.

O Brasil já tem, em Boa Vista (RR), 200 toneladas de alimentos básicos, como arroz, feijão, café, leite em pó, açúcar e sal, e kits de primeiros socorros. “Os alimentos serão transferidos por caminhões venezuelanos até Pacaraima e seguirão para a Venezuela. Os caminhões que não entrarem voltarão para Boa Vista e tentarão novamente. A viagem tem duração de cerca de 4 horas”, disse Rego Barros.

“A operação brasileira tem caráter exclusivo de ajuda humanitária e não há qualquer interesse do país no emprego de quaisquer outras frentes neste momento”, disse o porta-voz. Ele não falou sobre o conflito que ocorreu perto da fronteira brasileira, durante o qual militares venezuelanos abriram fogo contra indígenas, matando duas pessoas e ferindo ao menos 15. Pelos menos sete venezuelanos baleados foram levados a hospitais de Boa Vista.

Questionado pelo Metrópoles, Rêgo Barros afirmou que o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, manterá a agenda na Colômbia, onde se reúne com integrantes do Grupo de Lima para discutir os desdobramentos da crise dos países das Américas com a Venezuela. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também participará da reunião.

Nessa quinta (21), dia em que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou o fechamento da fronteira de seu país com o Brasil, Rêgo Barros informou que o governo federal prossegue com a Operação Acolhida, desencadeada há mais de um ano, para receber venezuelanos que deixaram seu país para fugir da crise.

Últimas notícias