AGU pede investigação da PF sobre fake news contra Banco do Brasil

AGU aponta risco de “corrida bancária” após posts enviezados nas redes sociais. O pedido cita os deputados Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto colorida do prédio do Banco do Brasil - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do prédio do Banco do Brasil - Metrópoles - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a disseminação de notícias falsas que miram o Sistema Financeiro Nacional, em especial o Banco do Brasil (BB). O pedido foi feito após denúncia apresentada pela instituição financeira, que relatou uma série de publicações em redes sociais com potencial de causar pânico entre correntistas e estimular a retirada de recursos de suas contas.

Entre as alegações divulgadas nas redes, perfis ligados à direita recomendaram a venda de ações e a retirada de recursos do Banco do Brasil, sob o argumento de que a instituição poderia falir por descumprimento das sanções previstas na Lei Magnitsky. O banco é o responsável pelo pagamento da folha salarial do funcionalismo público federal, incluindo servidores do Supremo Tribunal Federal e do ministro Alexandre de Moraes, que foi alvo da referida sanção.

Segundo a AGU, esse tipo de conteúdo representa risco à estabilidade econômica do país. A Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD) afirmou, em nota, que há indícios de uma ação coordenada para “aterrorizar a sociedade com a perspectiva de um colapso no sistema bancário”.

No documento enviado à PF, a AGU destacou que as mensagens podem levar a uma “corrida bancária” e gerar prejuízos à economia nacional. Além do impacto financeiro, a AGU apontou possível motivação política por trás das publicações, que relacionam o suposto risco de colapso às atividades do STF. Para o órgão, há uma tentativa de influenciar a opinião pública contra a Corte e de constranger sua atuação.

Parlamentares citados

O ofício em que o Banco do Brasil detalha os perfis identificados como responsáveis pela propagação das mensagens foi anexado ao pedido encaminhado pela PGR à Polícia Federal.

Entre os nomes estão os dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO). Em uma publicação, o parlamentar goiano chegou a escrever: “Tirem seu dinheiro dos bancos, Moraes vai quebrar o Brasil”.

De acordo com a denúncia, desde 19 de agosto vêm sendo divulgadas mensagens falsas envolvendo o Banco do Brasil. No dia 20, por exemplo, o deputado Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo afirmando que o BB poderia “ser cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”.

Além de políticos, outros perfis e canais digitais, como o AuriVerde Brasil, no YouTube, também foram citados por replicarem esse tipo de conteúdo.

Em nota, o Banco do Brasil informou que tomará todas as medidas legais cabíveis para proteger sua imagem e reforçou que as informações divulgadas são falsas. A instituição destacou ainda que esse tipo de mensagem pode prejudicar a saúde financeira de seus clientes ao estimular retiradas indevidas de depósitos.

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