Afundamento de solo em Maceió acelera e chega a 1,80m
Defesa Civil de Alagoas afirma que afundamento da mina 18, da Braskem, passou de 0,25cm por hora para 0,26cm por hora

A Defesa Civil de Alagoas afirmou que o afundamento da mina 18, da Braskem, no bairro de Mutange, acelerou entre domingo e segunda-feira (4/12). A velocidade vertical de deslocamento que era de 0,25cm por hora no sábado e no domingo, passou para 0,26cm por hora.
Isso significa que entre domingo e segunda, o movimento chegou a 6,3cm. Agora, o deslocamento total chega a 1,80m.
O órgão afirmou que segue em alerta máximo e a região continua com iminente perigo de colapso. Assim, a população deve se manter distante e não pode transitar na área desocupada.
A mina 18 da Braskem, em Maceió, está sob risco de colapso há uma semana, com a velocidade de deslocamento do solo variando a cada dia. Ainda assim, a capital alagoana está em estado de emergência e há restrição da circulação na região da mina.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEla está numa região onde mais de 30 minas cavadas nos anos 1970 na área urbana de Maceió começaram a ceder, obrigando mais de 50 mil pessoas a saírem de suas casas desde 2019 e deixando bairros fantasmas para trás.
Confira as imagens aéreas do afundamento em Maceió:
Em imagem capturada na sexta-feira (1º/12), é possível notar que a água da Lagoa Mundaú avança, aos poucos, sobre o solo. Já a foto divulgada no domingo constata que o alagamento avançou ainda mais, o que indica o aumento do afundamento do solo de um dia para o outro.
Veja mais registros do drone:
Saiba o que aconteceu nos últimos dias:
- Na noite da quarta-feira (29/11), a Defesa Civil de Maceió emitiu a primeira nota informando o registro de tremores de terra em uma das regiões isoladas, no bairro do Mutange, e intensificou o monitoramento em todo o local.
- Os sismos se intensificaram na quinta-feira (30/11), e a Defesa Civil municipal comunicou o risco iminente de colapso em uma das minas monitoradas, mais especificamente a de nº 18, que fica próximo ao antigo campo do CSA, no Mutange.
- O prefeito de Maceió, JHC (PL-AL), decretou situação de emergência por 180 dias na capital e criou um gabinete de crise para coordenar as ações na área de risco.
- A Justiça Federal determinou a retirada compulsória de 23 famílias que ainda estavam na área definida para realocação urgente, com maior nível de criticidade.
- Na sexta-feira (1º/12), a Defesa Civil de Maceió atualizou o Mapa de Linhas de Ações Prioritárias e aumentou as áreas de monitoramento e de maior criticidade.
- Nova decisão da Justiça Federal determinou a inclusão de área do Bom Parto no programa de compensação e realocação da Braskem, tomando como base a atualização do Mapa da Defesa Civil.
- A Defesa Civil municipal recomendou que moradores de áreas de menor criticidade, mas que estão dentro do mapa de monitoramento, saiam de suas casas e se abriguem em escolas da prefeitura, como forma de precaução.
- Na noite da sexta-feira (1º/12), foi registrada uma diminuição na velocidade de afundamento da mina 18, sob risco de colapso.
- No sábado (2/12) e domingo (3/12), a situação de afundamento da mina apresentou certa estabilidade, considerando a diminuição da velocidade no deslocamento vertical, mas os órgãos permanecem sob alerta máximo para o risco de colapso.
- Na segunda-feira (4/12), a Defesa Civil voltou a notar a aceleração no afundamento, na velocidade de 0,25cm por hora para 0,26cm por hora.
























