Advogada assassinada no Piauí foi atingida por sete facadas
Izadora Mourão foi morta no último sábado (13/2). Além do irmão, polícia suspeita de envolvimento da própria mãe no crime

A Polícia Civil do Piauí informou que a advogada Izadora Mourão foi atingida por sete facadas. Ela foi assassinada no último sábado (13/2), no município Pedro II (PI).
O suspeito de cometer o crime é o irmão da vítima, o jornalista João Paulo Mourão. Izadora tinha 41 anos e foi encontrada com uma perfuração no pescoço e outras marcas de facada no corpo.
Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prenderam o homem na segunda-feira (15/2). O delegado Francisco Costa, responsável pelo caso, afirmou ao Metrópoles que há indícios de que outros familiares estejam envolvidos no crime.

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Ver todasSegundo as investigações, o homem teria matado a irmã no próprio quarto e depois teria ido deitar no dormitório da mãe. Ao ver a filha morta, a mulher ligou para uma empregada doméstica pedindo que, se alguém perguntasse informações sobre o caso, ela deveria dizer que uma outra pessoa havia entrado na residência e cometido o crime.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEla também pediu para a faxineira limpar o local.
“Foi construída uma história por ele e pela mãe dele de que a advogada teria sido morta por uma mulher, possivelmente uma vendedora de roupas, que tinha discutido com ela dentro do quarto e a teria esfaqueado. Essa era a história inicial”, disse o delegado.
Conclusão
Após a realização de entrevistas com testemunhas e de perícias no local do crime, os investigadores chegaram à conclusão de que nenhuma pessoa havia entrado na residência após as 6h.
No quarto de João, foram encontradas roupas sujas de sangue. Além disso, a polícia descobriu que as duas facas utilizadas no crime foram escondidas na casa de uma tia e de um primo do acusado.
João foi preso em flagrante e nega a autoria do crime. A polícia seguirá investigando o caso e também vai apurar o envolvimento da mãe no crime.
“Ele tinha uma desavença interna com a irmã há muito tempo. Mas ele nega a autoria do crime. Ela [a mãe] acobertou, protegeu. A mãe dele, quando vê a moça morta, ao invés de ligar para a polícia ou chamar o médico, ela liga para uma faxineira para limpar o quarto. Tudo muito frio, muito arquitetado”, afirmou o delegado.






