Adriana Ancelmo chega ao seu apartamento no Rio e é vaiada
Acusada de integrar o esquema de corrupção liderado por seu marido, Adriana estava presa preventivamente em Bangu desde dezembro

A advogada Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), chegou na noite desta quarta-feira (29/3) em seu apartamento no Leblon, zona sul da cidade, onde passará a cumprir prisão domiciliar. A ex-primeira-dama do Estado deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu), na zona oeste do Rio, conduzida pela Polícia Federal em um veículo identificado, escoltado por outro.
Acusada de integrar o esquema de corrupção liderado por seu marido, também detido, Adriana estava presa preventivamente em Bangu desde dezembro e foi autorizada a cumprir prisão domiciliar com base em uma norma do Código de Processo Penal, a qual permite a mudança de regime de mulheres que estejam cumprindo prisão preventiva e que tenham filhos com menos de 12 anos. Adriana tem dois filhos, de 11 e 14 anos.
A Rua Arístides Espinola, onde fica o apartamento de Adriana, tem desde o início da tarde uma grande concentração de jornalistas e curiosos. Havia cerca de 40 pessoas quando Adriana chegou, ela foi recepcionada por eles aos gritos de “ladra, volta pra cadeia”. Algumas pessoas xingaram e jogaram garrafas plásticas na viatura policial.
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Ver todasO juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, emitiu nesta quarta o alvará de soltura de Adriana. Bretas autorizou a mudança para a prisão domiciliar em 17 de março, mas a decisão foi suspensa pelo desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Na última sexta-feira, 24, a defesa de Adriana conseguiu a manutenção da decisão de Bretas no Superior Tribunal de Justiça.
Bretas encaminhou também nesta quarta-feira um comunicado ao desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. “Reitero os termos da decisão (de 17 de março) esperando que a mesma, caso mantida, possa servir de exemplo a ser aplicado a muitas outras acusadas grávidas ou mães de crianças que delas dependem e que respondem, encarceradas, a ações penais em todo o território nacional”, escreveu no documento.















