Adriana Ancelmo burla segurança de prisão para visitar Sérgio Cabral

Ela usou a carteira de advogada para entrar na cadeia sem passar pelo protocolo de segurança. Justiça condenou a "violação"

atualizado 20/05/2019 10:53

Samitri Bará/Governo do Rio de Janeiro

Para não passar pelos procedimentos de segurança da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, a ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo usou a carteira de advogada ao menos duas vezes para visitar o marido, o ex-governador do estado Sérgio Cabral. Ao ser descoberta, a Vara de Execuções Penais (VEP) proibiu Adriana dessa prática, pois ela não está legalmente habilitada em nenhum dos processos do político. O caso foi revelado pelo jornal carioca o Extra.

Segundo um ofício da Secretaria Penitenciária do Rio de Janeiro, ela “violou” o esquema de segurança. “Tal manobra estaria ocorrendo de forma rotineira para que Adriana não passe pelos procedimentos de segurança do Complexo de Gericinó, os quais são realizados na portaria principal, violando os protocolos de entrada a que todos os visitantes seriam submetidos”, destacou o documento.

A secretaria informou que, após a proibição da Justiça, suspendeu a possibilidade de novas visitas de Adriana como advogada. “No entanto, segue disponível o credenciamento das visitas cumprindo o trâmite normal para familiares, em dias e horários determinados”, afirmou o órgão.

Advogados têm direito a entrar de carro no complexo e não são submetidos ao mesmo procedimento de revista dos visitantes. Além disso, não precisam cumprir dia e horário de visitas. O advogado da ex-primeira-dama, Alexandre Lopes, considerou o documento “difamatório”. “Adriana não precisa usar subterfúgios para visitar o marido, já que possui, como esposa, o direito. Tem autorização para tanto e não está impedida de se locomover durante o dia”, disse ao Extra.

Atualmente, Adriana Ancelmo aguarda julgamento de recurso contra a sentença em liberdade, monitorada por uma tornozeleira eletrônica. Ela pode se ausentar do apartamento durante o dia, mas é obrigada a permanecer em casa das 20h às 6h e nos fins de semanas e feriados. Ela foi condenada pelo juiz Marcelo Bretas, em setembro de 2017, a 18 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Adriana foi presa em dezembro de 2016, 20 dias após Cabral ter sido detido.

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