“Absurdo”, diz Guimarães sobre relatório da CPI do Crime Organizado

Ministro das Relações Institucionais disse que a expectativa do governo é “derrotar” o relatório que pede o indiciamento de ministros do STF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
guimaraes-sri
1 de 1 guimaraes-sri - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, classificou como “um absurso” o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo Guimarães, a expectativa do governo é “derrotar” o texto do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

“Primeiro, é um absurdo, na minha opinião, uma CPI terminar sem incriminar ninguém e pedir investigação de ministros, pedir punição e indiciamento de ministros, mais um PGR. Isso não pode. Se é pra apurar tudo, que apurasse tudo. Não pode ser uma CPI contra o Supremo”, declarou o ministro a jornalistas nesta terça-feira (14/4).

“Portanto, nós vamos pra votar o relatório, e a nossa expectativa é derrotar o relatório do relator, porque ele não serve ao país”, completou Guimarães.

A declaração foi dada durante cerimônia de sanção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece o planejamento estratégico para a educação brasileira nos próximos dez anos, no Palácio do Planalto.

A CPI do Crime Organizado está encerrando os trabalhos e realiza, na tarde desta terça, a leitura e a votação do parecer final do colegiado. Acompanhe aqui.

Vieira atribuiu, em seu relatório, a prática de crimes de responsabilidade aos ministros do Supremo e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Não houve pedido de indiciamento além desses quatro.

Para o relator, os magistrados e o procurador-geral teriam dificultado os trabalhos da comissão e das investigações. Veja o que diz o documento:

  • Alexandre de Moraes: é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com empresa investigada, além de suposta atuação para restringir o alcance das apurações da CPI.
  • Dias Toffoli: são citados julgamentos em situação de suspeição, em razão de vínculos empresariais indiretos com investigados, além de decisões e comportamentos que, segundo o documento, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações.
  • Gilmar Mendes: conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, o que, segundo a CPI, teria comprometido apurações.
  • Paulo Gonet: o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades, caracterizando, na avaliação da comissão, falha no cumprimento de suas atribuições institucionais.

Ao justificar o indiciamento, o senador afirmou que “ninguém está acima da lei” e que os que tiveram pedido de indiciamento apresentaram “condutas consideradas incompatíveis com o exercício de suas funções”

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?