“Abelha Rainha” da Cracolândia: quem é a chefe do tráfico presa em SP

Selma Regina Lourenço, também conhecida como "gorda", foi detida nesta sexta-feira em uma operação da Polícia Civil na Cracolândia

atualizado 24/09/2021 15:30

Selma Regina Lourenço é conhecida como a "abelha rainha" da Cracolândia, chefe do tráfico de drogas na regiãoReprodução

São Paulo – “Abelha Rainha” e “Gorda”. Alcunhas designadas para Selma Regina Lourenço, conhecida como uma das chefes do tráfico de drogas da Cracolândia, na região central de São Paulo. A mulher de 51 anos foi uma das cinco pessoas presas pela Polícia Civil nesta sexta-feira (24/9), na Operação Caronte Fase III, que tem o objetivo de coibir o tráfico de drogas na região.

A “Abelha Rainha” tem antecedentes criminais por tráfico de drogas e foi apontada pela Polícia de SP como responsável por chefiar a venda de drogas na região. Conforme os agentes que trabalharam infiltrados na Cracolândia, Selma revende drogas a outros traficantes da área.

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A mulher ainda administra uma das tendas do local e comercializa cocaína, crack e maconha. Selma recebeu esse apelido de “Abelha Rainha” em referência à metáfora de uma colmeia de abelhas. Segundo o jornal “Agora SP”, essa expressão é muito usada pelos frequentadores da área para denominar quem “protege a feira de drogas” no local.

Segundo as investigações da 1ª Delegacia Seccional do Centro, Selma vende drogas na Cracolândia há mais de 20 anos. Há cerca de um mês, um dos braços da quadrilha de traficantes, que seria ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma jovem conhecida como a “Gatinha da Cracolândia” foi presa.

Seis meses de investigação

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (24/9), os agentes cumprem 23 mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. Até o momento, cinco pessoas já foram presas.

A operação aconteceu em um habitual horário de limpeza na região, que ocorre diariamente chamado pelos frequentadores de “fluxo”. Lá se concentram usuários de drogas e onde ocorre a venda e o consumo dos entorpecentes.

A polícia ficou os últimos seis meses investigando as movimentações na área, com policiais infiltrados no tráfico, para poder deflagrar a ação nesta sexta-feira. Cerca de 100 policiais participam da operação, que foi criada em parceria com a Prefeitura de São Paulo.

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