À espera de laudo, irmã diz que Juliana Marins sofreu negligência
Mariana Marins, irmã de Juliana, falou após a segunda necrópsia, realizada no Rio de Janeiro após o corpo chegar da Indonésia
atualizado
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Rio de Janeiro – Mariana Marins, irmã de Juliana, a jovem que morreu ao cair de uma trilha na Indonésia no mês passado, ficou satisfeita com a realização de uma nova necrópsia no corpo, nesta quarta-feira (2/7), no Rio de Janeiro.
Presente no Instituto Medico Legal (IML) para acompanhar o procedimento, a irmã da jovem reforçou a desconfiança da família com o tratamento dado ao caso na Indonésia.
“Eu acredito que Juliana sofreu negligência nesse resgate, então a gente vai continuar atrás das providências. Agora é a gente esperar o laudo da nova autópsia pra ver o que a gente tem de informação”, explicou Mariana Marins. Veja a entrevista completa:
Mariana Marins ainda agradeceu aos envolvidos na repatriação do corpo e realização do novo exame, como o IML, a União e a Polícia Federal. “Sem toda essa ajuda e comoção, a gente não teria conseguido trazer Juliana aqui pro RJ e não teria conseguido aprovar e fazer a autopsia hoje”.
A irmã da vítima ainda fez um pedido: “Meu pedido é não esqueçam Juliana, porque tem muita coisa que a gente tem que pedir por ela. Vamos esperar laudo da nova autópsia e ver o que sai”.
Possível ação judicial
Visivelmente emocionada, Mariana não confirmou se a família vai mover alguma ação judicial contra o governo da Indonésia, mas demonstrou alívio com a chegada do corpo ao Brasil.
“Uma coisa que a gente tinha medo era que a Juliana ficasse desaparecida. Apesar do resgate não ter acontecido no tempo hábil para que a Juliana ter saído com vida, pelo menos a gente está com ela de volta no Brasil. Quando a pessoa fica desaparecida é muito ruim, as pessoas ficam sempre na expectativa de algo, então, é muito bom a gente saber que a Juliana está de volta para dar um adeus digno a ela”, finalizou.
Novo exame
A segunda necropsia no corpo da jovem Juliana Marins, que morreu aos 26 anos em uma trilha na Indonésia no mês passado, foi concluída na manhã desta quarta-feira (2/7). O exame foi realizado por dois peritos legistas da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e contou ainda com a observacão de um perito médico da Polícia Federal e de um assistente técnico representante da família.
A necropsia durou pouco mais de duas horas e o laudo preliminar deve ser entregue em até sete dias.
Ainda não há informações sobre data e horário para o velório e o sepultamento, que irão acontecer em Niterói, região Metropolinata do Rio de Janeiro.













