8/1: Moraes não deixa coronel Naime ser padrinho de casamento em Goiás
Segundo Moraes, pedido de Naime para ir a casamento em Goiás "não se trata de situação extraordinária". Coronel está em liberdade provisória

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes não deixou o coronel Naime ser padrinho de um casamento em Goiás. Jorge Eduardo Naime, ex-comandante de operações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), é réu em inquérito relacionado aos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. Ele está em liberdade provisória e não pode deixar o DF.

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Ver todasA defesa de Naime pediu para que o coronel pudesse ir até o casamento, que será celebrado no fim de julho, em Alto Paraíso de Goiás, e anexou o convite ao PM para ser padrinho. Mas Moraes avaliou que a solicitação para a viagem “tornaria ineficaz a aplicação das medidas cautelares substitutivas da prisão impostas, pois representam uma permissão demasiada ampla de deslocamento”.
Em liberdade provisória, Naime precisa cumprir medidas como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair de casa aos fins de semana e a proibição de deixar o DF.
“Não existe motivo para a modificação das medidas cautelares impostas, pois inalterados os requisitos fáticos que motivaram a sua imposição e não se trata de situação extraordinária a justificar a flexibilização. Cabe ao requerente adequar as suas atividades às medidas cautelares determinadas e não o contrário”, escreveu Moraes.
Festa junina no DF
Em outro caso recente, Moraes autorizou outro PM réu pelo 8 de Janeiro a comparecer a uma festa junina em Brasília. O policial militar Flávio Silvestre de Alencar também recebeu liberdade provisória no inquérito, mas não pode sair de casa aos fins de semana.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO major da PM do Distrito Federal pediu a Moraes liberação para comparecer ao colégio do filho em 22 de junho. O ministro autorizou a saída pelo período de duas horas, “para comparecer exclusivamente ao evento indicado, o qual terá início às 12h10”.
Liberdade
Toda a cúpula da PM ré pelo 8 de Janeiro responde em liberdade provisória. Neste momento, o processo dos sete policiais militares denunciados pela PGR está na fase de diligências para coleta de provas. Em seguida, têm início as alegações finais e, posteriormente, a sentença.



