1ª onda de frio de 2026 começa nesta 6ª; veja as mínimas pelo país
Segundo os órgãos meteorológicos, onda de frio começa nesta sexta-feira (8/5) e deve se estender até quarta-feira (13/5)
atualizado
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A sexta-feira (8/5) deve ser de mudança de temperatura em diversas regiões do Brasil, em razão da primeira onda de frio de 2026, que chega ao país e deve se estender pelo menos até a próxima quarta-feira (13/5). De acordo com a Climatempo, o cenário é de queda acentuada nos termômetros em boa parte do centro-sul do país.
O fenômeno está associado ao avanço de uma frente fria, que provocava temporais no Rio Grande do Sul desde a última quinta-feira (7/5) e que segue ganhando força pela Região Sul. Há há risco de chuva volumosa, granizo isolado e ventos que podem ultrapassar 90 km/h em alguns pontos.
Temperaturas abaixo de 0°
Em razão do avanço da frente fria, algumas localidades podem chegar a temperaturas negativas ou perto de 0°, como no caso de áreas serranas do Sul; entre 0°C e 5°C, em pontos de São Paulo e de Mato Grosso do Sul; e entre 10°C e 15°C em Mato Grosso, Rondônia, Acre, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Também há previsão de geada de forte intensidade no Sul e em áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo; de chuva congelada ou neve (baixa possibilidade) entre a noite de sábado (9/5) e a madrugada de domingo (10/5), em áreas serranas do RS e SC acima de 1,5 mil metros; e da primeira friagem do ano no Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas.
Segundo os meteorologistas, essa frente fria se forma a partir da combinação de uma área de baixa pressão sobre o centro-norte da Argentina e de um ciclone extratropical que está se intensificando rapidamente no oceano, próximo à costa da província de Buenos Aires.
Esse ciclone tem características de “ciclone bomba”, quando há uma queda muito rápida da pressão atmosférica em pouco tempo, mas deve se manter afastado do território brasileiro.
A consequência indireta para o Brasil é uma forte diferença de pressão atmosférica numa área pequena, o que potencializa rajadas de vento mesmo em locais sem chuva, as chamadas “rajadas secas”.
Veja as mínimas pelo país:
- Curitiba (PR): mínima de 4°C na segunda-feira (11), com nevoeiro ao amanhecer; 5°C na terça (12) e 9°C no domingo (10)
- Porto Alegre (RS): mínima de 8°C na segunda-feira (11), com sensação térmica de 6°C; 9°C no sábado (9) e no domingo (10)
- Campo Grande (MS): mínima de 8°C na segunda-feira (11), com sensação de 6°C e nevoeiro ao amanhecer; 9°C no domingo (10) e 11°C no sábado (9)
- Florianópolis (SC): mínima de 10°C na segunda-feira (11); 14°C no domingo (10) e 15°C no sábado (9)
- São Paulo (SP): mínima de 11°C na terça-feira (12); 13°C na segunda (11) e 15°C no domingo (10)
- Cuiabá (MT): mínima de 13°C na segunda-feira (11); 15°C no domingo (10)
- Rio Branco (AC): mínima de 18°C na segunda-feira (11), marcando a primeira friagem do ano no estado; 19°C no domingo (10)
- Rio de Janeiro (RJ): mínima de 20°C na segunda-feira (11); 19°C na terça (12)
Previsão para esta sexta
Nesta sexta-feira (8), a frente fria avança pelo Rio Grande do Sul trazendo chuva e temporais desde cedo, especialmente entre o norte, leste, litoral e Região Metropolitana de Porto Alegre.
Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva aumenta entre o fim da manhã e a tarde, onde há possibilidade de temporais no oeste dos dois estados. À noite, as instabilidades voltam a ganhar força em Santa Catarina e no interior do Paraná. As rajadas de vento variam entre 40 km/h e 70 km/h no Sul, com picos de até 90 km/h em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O mar fica agitado no litoral gaúcho e no sul catarinense.
Na retaguarda da frente fria, a massa de ar polar começa a derrubar as temperaturas no Rio Grande do Sul.
No Sudeste, a frente fria provoca pancadas de chuva no oeste e sul de São Paulo, com trovoadas em alguns pontos. Nas demais áreas, o tempo segue firme. Em Minas Gerais e no Espírito Santo, há chuva fraca e isolada no litoral e em áreas do leste dos estados, com aumento das instabilidades no litoral norte capixaba ao longo do dia. As rajadas de vento podem chegar a 70 km/h em áreas do interior paulista, sul de Minas e interior do Rio de Janeiro.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul concentra a chuva mais intensa, com risco de temporais no sul, oeste e sudoeste do estado.
Em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue firme na maior parte das áreas, com pancadas isoladas no norte e oeste mato-grossense. A massa de ar polar também começa a provocar queda de temperatura em Mato Grosso do Sul, e as rajadas podem alcançar 70 km/h.
No Nordeste, a chuva ocorre principalmente entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia desde as primeiras horas, com pancadas fracas a moderadas e pontos de maior intensidade. Ao longo do dia, as instabilidades se espalham pela faixa norte do Maranhão e do Piauí, em grande parte do Ceará, Paraíba, Sergipe, Alagoas, leste de Pernambuco e em áreas baianas, com risco de temporais entre o litoral maranhense e Sergipe e também entre Salvador e o litoral sul da Bahia.
Há previsão de acumulados elevados no litoral do Ceará e entre a Paraíba e Alagoas. Nas demais áreas do Nordeste, o tempo permanece firme e as temperaturas seguem elevadas. A umidade do ar entra em atenção no oeste da Bahia e no sul do Piauí, e as rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em pontos do interior nordestino.
No Norte, a alta umidade mantém pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, no Pará e em Roraima. A Zona de Convergência Intertropical favorece instabilidades no Amapá e no litoral paraense, e a chuva se intensifica ao longo do dia em grande parte da região.
Há risco de temporais isolados no sul de Roraima, no noroeste do Pará, no norte e nordeste amazonense e no Amapá.
A situação é de atenção para acumulados elevados na metade norte amapaense e em áreas do noroeste do Pará. No Tocantins, o tempo segue firme na maior parte do estado, com chuva isolada em alguns pontos e sensação de abafamento.
