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No mais das vezes, a esquerda brasileira é burra

É sobre o respeito à soberania de um país

atualizado

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Kay Nietfeld/picture aliança via Getty Images
Participantes protestam contra a guerra na Ucrânia com uma placa com a inscrição "Paz" no memorial aos soldados soviéticos mortos na Segunda Guerra Mundial em frente a um tanque soviético T34
1 de 1 Participantes protestam contra a guerra na Ucrânia com uma placa com a inscrição "Paz" no memorial aos soldados soviéticos mortos na Segunda Guerra Mundial em frente a um tanque soviético T34 - Foto: Kay Nietfeld/picture aliança via Getty Images

A bibliotecária Marina Grande está a pôr nos trinques os 10 mil livros que acumulei em 72 anos de vida. Só assim pude encontrar um exemplar de “Céu dos favoritos – o Brasil de Sarney a Collor”, que reúne artigos que escrevi para o finado “Jornal do Brasil”.

A contracapa do livro destaca trechos de artigos publicados entre 1985 e 1989, ano da primeira eleição presidencial pelo voto popular depois de 21 anos de ditadura militar. A respeito da conjuntura política do país, escrevi em 25 de janeiro de 1988:

“O espaço político e social do país vai ficando cada vez mais fértil para o surgimento de um falso Messias que prometa virar tudo pelo avesso”.

Sobre os militares (16/11/89):

“Convencionou-se que o militar que responde por algum ministério está liberado para dar palpites na política. A política cabe aos políticos e à sociedade em geral. Embora soldado seja povo, metido na farda fica diferente. Montado em um Urutu, mais diferente ainda, e quase sempre perigoso”.

Sobre Collor (15/12/89)

“É um político capaz de fazer qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo para alcançar seus objetivos. Pode até conseguir se eleger presidente assim. Mas que tipo de presidente será?”

Antes, eu disse sobre a esquerda (7/5/89)

“A esquerda brasileira, grosso modo, não é só desatualizada em matéria de economia – politicamente, no mais das vezes, é burra”.

Trinta e três anos depois haverá prova maior da burrice da esquerda, ou de setores dela, do que a torcida velada, e em alguns casos estridentes, para que Putin dê-se bem ao invadir a Ucrânia?

Como se a eventual vitória de Putin pudesse significar a derrota da direita universal encabeçada pelos Estados Unidos. Como se Putin fosse de esquerda, quando ele não passa de um autocrata.

Como se não houvesse imperialismo russo em contraposição à imperialismo americano – sempre houve. Como se a Ucrânia, um país soberano, não devesse ter suas fronteiras respeitadas.

Os militares brasileiros se borram de medo de que um dia, a qualquer pretexto, a comunidade internacional queira declarar a Amazônia um Estado independente e sob sua proteção.

A soberania brasileira sofreria um golpe descomunal se isso acontecesse. A esquerda, como reagiria? Pegaria em armas e iria para as ruas gritar “A Amazônia é nossa”?

Ou se lembraria de quando a soberania da Ucrânia foi estuprada e ela calou-se, o que é uma forma de apoio? É disso que se trata.

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