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Bolsonaro, o covarde de sempre, joga a culpa no general Heleno

Um homem sem amigos, só cupinchas

atualizado

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Carolina Antunes/ PR
Em imagem colorida, Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno Ribeiro
1 de 1 Em imagem colorida, Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno Ribeiro - Foto: Carolina Antunes/ PR

Para variar, Bolsonaro mentiu. E para variar, julgou a culpa de um crime nas costas de um dos seus auxiliares – o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e golpista de carteirinha.

Em entrevista à Record, emissora amiga dele que o interroga pouco e o deixa falar à vontade, Bolsonaro disse que não tinha participação em suposto monitoramento da campanha eleitoral de 2022 pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Se houve monitoramento, a responsabilidade  foi de Heleno, ao qual a Abin se subordinava:

“Em dado momento [da reunião ministerial de 2022], Heleno falou que ia seguir os dois lados, se inteirar dos dois lados. É o trabalho da inteligência dele, que eu não tinha participação nenhuma”.

Foi adiante com suas mentiras:

“Eu raramente usava as inteligências das Forças Armadas, a própria Abin, a Polícia Federal. Não vejo nada demais naquilo. O Heleno queria se estender sobre o assunto, eu falei que não era o caso de ficar entrando em detalhes. Vai fazer uma operação, faça.”

Seguir os dois lados… Ou seja: a campanha de Bolsonaro e a de Lula. Acontece que a campanha de Bolsonaro saberia se estivesse sendo monitorada, mas a de Lula, jamais. A Abin era subordinada de fato a Heleno. Mas quem ali mandava era Bolsonaro.

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência só tem um órgão importante: a Abin. Como Bolsonaro se queixava de que ela funcionava mal, pôs para comandá-la o delegado Alexandre Ramagem, que cuidou de sua segurança até ele se eleger presidente.

Ramagem não era apenas um nome de confiança de Bolsonaro, mas também dos seus filhos. Empossado na Abin, passou a despachar diretamente com Bolsonaro. Os dois se falavam quase todo dia. Heleno perdeu relevância. Virou um ministro decorativo.

Bolsonaro nunca hesitou em demitir amigos que, por uma razão ou outra, poderiam lhe criar embaraços, ou criaram. Foi assim com os ministros Gustavo Bebianno e Carlos Alberto dos Santos, esse um general, os dois demitidos a pedido de Carlos Bolsonaro.

Carlos, o filho, implicava com o vice-presidente, o general Hamilton Mourão, hoje senador. Mourão foi encostado por Bolsonaro que mal lhe dirigia a palavra. Sérgio Moro perdeu o Ministério da Justiça porque Bolsonaro queria mandar na Polícia Federal.

Ramagem está sendo investigado porque a Abin espionou aliados e desafetos do governo. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordem de Bolsonaro, delatou parte do que sabe à Polícia Federal. Bolsonaro não fala mal dos dois para não se complicar ainda mais.

A essa altura do jogo, Bolsonaro é um sujeito tóxico, do qual os amigos e até devotos fiéis querem distância. Nenhum governador bolsonarista, nenhum, saiu em sua defesa até este momento. Candidatos a prefeito avaliam o risco de virem a ser apoiados por ele.

Se Bolsonaro não disser que é inocente, ninguém dirá, salvo seus filhos e advogados. Até Michelle ainda não disse que acredita na santidade do marido.

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