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Eleita como “nova política”, bancada do PSL está R$ 12,3 mi mais rica

Dos 52 deputados eleitos pelo partido em 2018, 44 aumentaram suas riquezas; 18 deles declaram patrimônio superior a R$ 1 milhão

atualizado 14/08/2022 0:05

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Eleita em 2018 na esteira da “nova política”, inaugurada com a chegada de Jair Bolsonaro ao poder, os 52 deputados do então PSL, partido do presidente eleito, mostraram um desempenho e tanto no quesito acúmulo de patrimônio.

Em apenas quatro anos, esses parlamentares engordaram suas contas em R$ 12,3 milhões, segundo o montante que  declararam à Justiça Eleitoral. Saíram de um total de R$ 60,4 milhões para R$ 72,7 milhões.

Desses 52 parlamentares, 44 aumentaram suas riquezas e 18 deles são milionários, ultrapassam R$ 1 milhão nas suas contas.

O PSL não existe mais. Se fundiu ao Democratas e viraram o União Brasil. Esses 52 parlamentares hoje estão distribuídos em 10 legendas e 24 deles foram para o PL, de Bolsonaro. Outros 14 continuaram no União.

O restante está no Pros, PP, PTB, Patriota, PSDB, PSC, Republicanos e PSD. Mas nem todos são mais bolsonaristas. Muitos deles romperam com Bolsonaro e viraram dura oposição ao presidente, casos de Joice Hasselmann e Alexandre Frota, ambos no PSDB;  Bozzella, Julian Lemos e Dayane Pimentel, os três no União.

Dezoito integrantes da bancada têm patrimônio, cada um, que ultrapassa R$ 1 milhão. O empresário e presidente do União Brasil, Luciano Bivar (PE), é o mais rico: declarou uma riqueza de R$ 18,6 milhões, R$ 641 mil a mais que quatro anos atrás.

O segundo mais rico do antigo PSL é o comunicador Bibo Nunes (RS), do PL, que acumula R$ 9,7 milhões de patrimônio. Em 2014, ele tinha R$ 9 milhões.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, como em 2018, segue milionário, agora com R$ 1,7 milhão.

Outros deputados “perderam” dinheiro. O deputado e “príncipe” Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PL-SP) saiu de R$ 5,7 milhões em 2018 para R$ 2,5 milhões neste ano. Sua fortuna encolheu em R$ 3,2 milhões.

Outro, saiu do nada em 2018 – “nenhum bem cadastrado”, no TSE – para R$ 1 milhão em 2022. Foi o caso de Fábio Schiochet (União-SC).

 

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