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Como a decisão de Alckmin influencia a eleição em SP

Boulos, França e o PT em compasso de espera

atualizado

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Grasielle Castro/ Metrópoles
Geraldo Alckmin
1 de 1 Geraldo Alckmin - Foto: Grasielle Castro/ Metrópoles

Já não se discute o protagonismo de Geraldo Alckmin nas movimentações para 2022. Sua opção óbvia seria concorrer ao governo de São Paulo, em um cenário de disputa com PT e PSDB. Entretanto, se confirmada sua filiação ao PSB para ser vice de Lula, o estado se transforma em uma ferida aberta de negociações.

Parte do PT paulista reconhece Alckmin como um adversário histórico e afirma que mais esse aceno de Lula à direita trata-se de um erro programático. Essa ala jamais esquecerá do superfaturamento das obras do metrô e do rodoanel, das privatizações, das demissões de grevistas, da desocupação violenta do Pinheirinho, da flexibilização das leis ambientais, da crise hídrica de 2015…

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Pesquisa do Datafolha mostra que, com Alckmin vice de Lula, Haddad salta de 19% para 28% das intenções de votos. Márcio França sobe de 13% para 19%. Boulos cai de 13% a 11%. Com a chapa Luka-Alckmin e o acordo PT-PSB, Haddad seria candidato a senador, dizem os últimos rumores. Sem Haddad e Alckmin, França teria 28% e Boulos 18%. Em todas essas alternativas, falta um candidato conservador forte. Essa é a chance do PSDB.

Mas vamos admitir essa possibilidade, Alckmin vice e Haddad senador. Parte do PT apoiaria Boulos e só apoiaria França em eventual segundo turno. Lula negociaria um pacto de não agressão entre Boulos e França? E no caso de um segundo turno com ambos? Os petistas insatisfeitos manteriam apoio a Boulos, e essa disputa respingaria na aliança nacional. Lula vai convencer Boulos a sair deputado federal para fortalecer o PSOL na Câmara e prometeria apoio para as próximas eleições municipais?

Possibilidades. De certo, só que Haddad atenderá às necessidades de Lula. Mas para essa roda girar, tudo depende da decisão de Alckmin, sua filiação ao PSB e a federação partidária entre os dois partidos. Enquanto isso, Rodrigo Garcia, candidato do PSDB, espera que a máquina alavanque sua candidatura. Há tempo. Mas é uma chance histórica para tirar São Paulo das mãos do PSDB.

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