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Terrorismo bolsonarista (por Mirian Guaraciaba)

Invasão de bárbaros não comprometerá a ordem pública, garante futuro ministro da Justiça, Flávio Dino

atualizado

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Fotografia colorida de ônibus incendiado
1 de 1 Fotografia colorida de ônibus incendiado - Foto: Reprodução

Vândalos, meliantes, provocam caos na Capital da República, e Bolsonaro permanece em silêncio conivente.

Declarados seguidores do Presidente derrotado promoveram atos de selvageria, na noite desta segunda, em Brasilia, num gesto claro de desespero. E assim Bolsonaro fecha o ciclo: impondo terror ao cidadão comum. Lula é o Presidente eleito, foi diplomado ontem e será empossado no dia 1o. de janeiro. Queiram ou não.

Brasilia estava mais leve até ontem a noite. Tem chovido na Capital da República. Os gramados mais verdes, o céu azul colorido por nuvens brancas. Tempo de desopilar, tempo de mudança. Renovação. Recomeço. Dá até vontade de escrever. Nos últimos anos, foi extremamente penoso praticar o exercício da pena.

Ontem, o dia esteve iluminado, inspirou os discursos de Lula e Alexandre de Moraes na cerimônia de diplomação dos Presidente e Vice-Presidente eleitos em 2022. Chorei com o choro de Lula. Presidente eleito e diplomado Lembrou os 500 dias de prisão e enalteceu a vitória da democracia”. Moraes falou da força do judiciário na defesa dos direitos democráticos, e prometeu punir os responsáveis por atos fascistas. Foi aplaudido de pé.

Em 2016, uma espada pairou sobre nossas cabeças – o País entrou no retrovisor. Todos os sinônimos de palavras chulas, que retratam o meliante, e o golpista que o antecedeu, foram usados por mim e por muitos. Ambos granjearam adjetivos pesados. Anos escrevendo com o fígado.

Tempo de desoprimir. Tempo de transformação. Regeneração. Reinício.

Daqui por diante, escrever sobre política e governo vai exigir senso crítico, nada mais. O Presidente eleito vai acertar, errar, ultrapassar limites, escolher bem, escolher mal, fazer, desfazer. Mas nada,  nenhuma palavra, nenhum ato de Lula que contrarie nossos anseios, ou simplesmente não nos agrade, poderá ser comparado ao terror que vivemos desde o impeachment de Dilma – e a posse de Bolsonaro.

Trevas persistem. A extrema direita mostrou a fuça. Disforme, encardida. A oposição será suja, violenta, mostraram ontem grupos de bolsonaristas desordeiros. Será muitas vezes delirante. Um mês e meio depois de sua derrota, Bolsonaro continua em suspense. Moleque, não aceita as regras do jogo, permite e incentiva atos golpistas, e os delinquentes o seguem. Irresponsável, acha que pode desafiar a democracia.  Há malucos e selvagens com ele. Com destrambelhados não se negocia. Resta a quem mandará nesse País resistir com a força das leis à desordem e à contradita. Venha de onde vier, seja como for.

Senso crítico espera-se de Lula, de seu governo, de seus ministros. Muito trabalho, empenho, dedicação. Não será fácil. Nem para eles, nem para nós. Haja paciência e perseverança. Depositamos em Lula esperanças de um Brasil mais justo, mais educação, mais saúde, mais comida na mesa. Foram seis anos de destruição. Serão apenas quatro, por enquanto, para sua reconstrução.  Tempo para respirar. Celebrar, sorrir. Ar puro, céu azul. Vai ter festa. Vai dar certo!

Faltam apenas 19 dias.

 

Mirian Guaraciaba jornalista 

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