Oncologista alerta para alta do câncer de rim; veja sinais de alerta
O oncologista Diogo Rosa destaca que câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa, o que dificulta o tratamento

Embora seja menos frequente do que outros tipos de tumores, o câncer de rim tem crescido em todo o mundo. Projeções da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que o número de novos casos da doença pode aumentar cerca de 79,5% no Brasil até 2050. A doença costuma não apresentar sinais claros até evoluir, quando o paciente pode experimentar sintomas como sangue na urina.
A doença está associada a fatores de risco como tabagismo, obesidade, síndrome metabólica, hipertensão arterial e histórico familiar de síndromes genéticas raras.
Segundo o oncologista Diogo Rosa, da Rede Américas, um dos principais desafios é que o câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa.
“Diferentemente dos cânceres de mama e próstata, que contam com estratégias de rastreamento bem estabelecidas, o câncer de rim não possui um exame recomendado para rastreamento populacional”, explica.

Quais são os sinais de alerta para o câncer de rim
Na maioria dos casos, a doença é descoberta acidentalmente durante exames de imagem. “O órgão fica localizado profundamente na cavidade abdominal, o que dificulta a identificação de alterações durante a avaliação médica”, destaca o médico.
Quando surgem, os sintomas podem incluir dor abdominal ou lombar, presença de sangue na urina e, mais raramente, o aparecimento de uma massa ou inchaço na região abdominal. Em estágios mais avançados, o paciente também pode apresentar perda de peso sem causa aparente, fadiga e anemia.

Por isso, o oncologista Diogo Rosa reforça a importância das consultas médicas periódicas, especialmente com um urologista. A realização de exames como a ultrassonografia abdominal pode contribuir para a identificação precoce de alterações renais.
“Hoje, quando diagnosticado em fase inicial, o câncer de rim pode ser tratado cirurgicamente com técnicas que preservam a maior parte do órgão, aumentando as chances de cura e a qualidade de vida do paciente”, destaca Diogo Rosa.
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