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O ritmo atual da moda tem sido motivo de discussão entre especialistas na indústria e estilistas. Toda a questão das múltiplas tendências, fast x slow fashion, peças com tecidos eco-friendly e até trabalho escravo são ramificações de um consumo desenfreado que aparecem nos noticiários com frequência. Pensando nisso, falamos com algumas tops nacionais para ver qual é a opinião delas sobre o assunto.

Felipe Menezes/Metrópoles

Para Mariana Weickert, essa velocidade é praticamente inexistente, já que as pessoas não estão mais em busca de tendências pré-estipuladas. “Hoje em dia tudo é permitido e de uma maneira deliciosa. Acho que hoje a liberdade é tão presente que até confunde. As pessoas acabam até pedindo para a liberdade ser tolhida de alguma forma de tão desconcertadas que elas ficam”, explicou a modelo e apresentadora. “Enxergo a aceleração como um movimento natural de aceitação, inclusão de todos os tipos de padrões, todos os tipos de beleza e todos os tipos de vontades”, conclui.

Felipe Menezes/Metrópoles

Lea Cerezo é totalmente avessa a situação da indústria. A modelo confessou que não compreende muito o significado do fast fashion. Além disso, não acha mais a informação de moda tão rápida e esse movimento contrário torna as coisas menos complicadas. Já Gianne Albertoni acredita que tudo mudou bastante se comparado ao início de sua carreira. “Tem um imediatismo e deixa todo mundo ansioso, mas não acho bom ou ruim, é apenas a realidade do momento”.

Enquanto Carol Ribeiro acredita que o mercado da moda tem como obrigação acompanhar a demanda do público interessado, Renata Kuerten é otimista. “Mesmo com o reflexo da crise atual atingindo o mercado brasileiro, tal velocidade é a representação da moda contemporânea”, avalia. Raissa Santana, Miss Brasil 2016, também concorda com a top, mas acrescenta que descobrir seu estilo próprio e acompanhar as tendências não deve ser levado tão a sério, já que a loucura da aceleração faz parte da vida atual.

Felipe Menezes/Metrópoles

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