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A edição de imagens não é um assunto novo e não surgiu com a criação do Photoshop. Na célebre Hollywood da década de 1930, as estrelas tinham acesso a produções impecáveis tanto nos estúdios cinematográficos quanto nas sessões de fotografia.

Um dos nomes responsáveis por isso era George Hurrel. Além do jogo de luz e sombra, o fotógrafo sempre se atentava à posição que astros e estrelas deveriam fazer para que a imagem exalasse um mix de fantasia e suntuosidade. Os retoques de James Sharp eram a cereja no topo do bolo.

George Hurrel/ Arquivo Pessoal

 

O editor usava uma máquina no próprio negativo que tinha a função de suavizar a pele, remover manchas e apagar linhas de expressão. Como naquela época não havia recursos mais modernos, Sharp demorava cerca de 6 horas para retocar uma imagem. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Joan Crawford no material publicitário do filme de 1931 “Laughing Sinners”.

Na foto sem edição, Joan aparece com muitas sardas e pequenas marcas de expressão no rosto. Longe da artificialidade e dos efeitos “blur” que tanto recheiam as capas de revistas e redes sociais dos artistas, o perfeccionismo de Hurrel ao lado dos retoques de Sharp marcaram uma época e, convenhamos, caiam bem.

 

 

 



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