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O Atlético-MG frustou os planos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, havia proposto uma disputa do Campeonato Brasileira entre o time alvinegro e o Chapecoense no dia 11 de dezembro. Porém, o presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, anunciou nesta quinta-feira (1º/12) que os jogadores do time não participarão do evento em respeito à morte dos jogadores do oponente no acidente de avião, em Medellín (Colômbia).

“A gente acredita no esporte, a gente respeita a dor. Não é o momento para cobrar de jogador nenhum o que é a essência do esporte”, explicou Nepomuceno. Ele garantiu que a CBF havia concordado com o posicionamento do Atlético-MG, mas que o time poderia ser punido por isso. “Provavelmente, a maior punição é a perda dos três pontos, como isso não altera a posição do Atlético na tabela, não podemos ser prejudicados. É o minimo que tem que se ter pelos familiares, pela cidade, pelo estado e pelo país. Todos estão sofrendo com a tragédia nesta semana”, afirmou o presidente do galo.

Anteriormente, o Atlético-MG havia pedido para cancelar a partida e entregar o troféu da vitória ao Chapecoense. A CBF, no entanto, queria que o jogo fosse realizado de qualquer maneira.

O presidente em exercício da Chapeconese, Ivan Tosso, afirmou que havia conversado com Del Nero sobre o assunto.

Ele disse: ‘Este jogo tem que acontecer. Tem que ser uma grande festa’. Respondi: ‘Não temos 11 jogadores’. Ele retrucou: “Você têm sim. Têm categoria de base, os jogadores que ficaram. Não importa. Tem que fazer uma grande festa. Chapecó e a Chapecoense merecem"
Ivan Tozzo, presidente em exercício da Chapecoense

Desta forma, o Chapecoense terminará o campeonato com 55 pontos, permanecendo na oitava ou na 9ª colocação. Já o Atlético-MG deverá obter 62 pontos e se manter na 4ª posição.

 


 

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