Arte com liberdade. Confira o trabalho de oito músicos que ajudam a desconstruir estereótipos de gênero

De Ney Matogrosso a Filipe Catto e Liniker. As artes sempre foram território propício para questionar padrões

atualizado

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Leila Penteado/reprodução
cantor Liniker
1 de 1 cantor Liniker - Foto: Leila Penteado/reprodução

A arte sempre foi território propício para se questionar padrões e determinadas práticas sociais, culturais e políticas. Quando Ney Matogrosso surgiu à frente do grupo Secos & Molhados, nos anos 1970, por exemplo, lançou fez muita gente rever seus conceitos sobre o que se entendia por feminino e masculino. Novos artistas, como os cantores Liniker e Johnny Hooker e o DJ Jaloo seguem na trilha do cantor veterano. Pensando nisso, selecionamos oito nomes da atual música brasileira que rompem com as barreiras de gênero e ajudam a desconstruir estereótipos:

Ney Matogrosso
Talvez tenha sido um dos primeiros artistas de destaque a questionar os estereótipos atribuídos ao artistas do sexo masculino. Nascido na cidade de Bela Vista (MS), Ney começou a trilhar cedo sua trajetória nas artes. No início da década de 1970, deixou o nome de batismo, Ney de Souza Pereira, para assumir a alcunha artística. Pouco tempo depois, ganhou o Brasil com a banda Secos e Molhados. Em 1981, já conhecido pelas roupas, maquiagens e coreografias marcantes, gravou o sucesso “Homem com H”.

Edson Cordeiro
Assumidamente gay, o cantor paulista fez muito sucesso na década de 1990 quando gravou seis CDs, entre eles, “Clubbing” (1997). O talento e a poderosa voz de contratenor lhe renderam vários prêmios Sharp e uma indicação do Grammy Latino de 2006, na categoria de melhor música clássica. Radicado na Alemanha desde 2007, Cordeiro une arte e ativismo em suas apresentações pelo mundo.

https://www.youtube.com/watch?v=AR649Y55BmI

Mel Gonçalves (Banda Uó)
A transexualidade passou a ser mais discutida no mundo da música com o sucesso da banda goiana Uó, que tem como uma das integrantes a cantora Mel (Candy Mel). Em 2015, ela foi a primeira mulher trans a estrelar campanha do “Outubro Rosa”. Em março — ao lado do jornalista Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, e da cantora Ellen Oléria — , ela estreia o programa “Estação Plural” na TV Brasil.

Jaloo
A estética meio andrógina do DJ e cantor paraense chama tanto a atenção quanto os looks que ele usa nas apresentações. Certa vez, em entrevista, Jaloo (união das sílabas do nome de batismo, Jaime Melo), explicou que o visual dele é uma desconstrução da “mítica do ‘bom selvagem’”.

Rico Dalasam
O paulista é considerado um dos primeiros representantes do “queer rap” (rap feito por gays) no Brasil. Seu discurso é marcado pela denúncia da homofobia e do racismo. No ano passado, Rico lançou o EP “Modo Diverso” e fez turnês pelo Brasil e pelo exterior. O trabalho mais recente, o show “Fervo do Dalasam”, passou por Brasília em dezembro do ano passado.

Filipe Catto
Foi impossível não comparar a voz de contratenor do gaúcho de 28 anos com o timbre de Ney Matogrosso. Apesar da semelhança e da admiração, Filipe faz questão de consolidar uma carreira sem imitações e com marcas registradas. O visual — roupas, corte de cabelo e performance — também é andrógino.

Johnny Hooker
É outro cantor que lembra Ney Matogrosso, desta vez, por causa dos gestos e das danças em palco. Gay, defensor da causa LGBT e autor de letras extremamente provocantes, Hooker costuma afirmar que suas principais referências são os cantores David Bowie, Madonna e Caetano Veloso.

Liniker (foto acima)
Como os primeiros vídeos do cantor paulista bobaram no fim do ano passado, é possível afirmar que ele será uma das revelações de 2016. Negro, gay e de origem pobre, o artista chama a atenção pelo figurino, marcado por roupas ditas femininas. Além das saias e dos brincos, Liniker usa turbantes, batons e brincos para provar que a liberdade tem espaço nos corpos e nas questões de gênero.

As Bahias e a Cozinha Mineira
Dos sete integrantes da banda paulista, duas delas são mulheres transexuais. Assucena Assucena e Raquel Virgínia são vocalistas e mostram por meio do canto a resistência contra a transfobia e o machismo da sociedade brasileira. Recentemente, o grupo lançou o disco “Mulher”.

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