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Às vésperas da votação na Câmara Legislativa que pode derrubar o aumento das tarifas do transporte público, a temperatura nas ruas esquentou nesta terça-feira (10/1). Após o protesto que fechou parte da EPTG pela manhã, manifestantes se reuniram em frente à estação do metrô na Rodoviária do Plano Piloto para reclamar do reajuste, que chegou, em alguns casos, a 25%.

Até a última atualização desta reportagem, cerca de 70 pessoas se aglomeravam no terminal. Elas gritavam palavras de ordem, como “Mãos ao alto! Cinco conto é um assalto!”.

Quem chega para aderir ao ato tem mochilas e bolsas revistadas pelos policiais militares que acompanham a movimentação. Por volta das 18h30, os ativistas deixaram a entrada do metrô e saíram em marcha pela Rodoviária. Às 19h10, foi fechada a saída dos ônibus em direção à Asa Sul, mas o fluxo de coletivos foi rapidamente liberado. A mobilização foi dispersada às 19h50, sem incidentes.

Os manifestantes também convocaram a população para um novo protesto nesta quinta-feira (12/1), às 14h, na Câmara Legislativa. O ato tem o objetivo de pressionar os deputados a votarem a favor do decreto que torna ilegal o aumento das passagens.

Daniel Ferreira/Metrópoles

PM revista mochila de manifestante na Rodoviária

 

Pneus queimados
Mais cedo, um grupo de manifestantes montou barreiras na EPTG, na altura da CEB e no viaduto que dá acesso ao Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), sentido Plano Piloto. O protesto foi organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL).

Desde o reajuste das tarifas, no dia 2 de janeiro, manifestantes têm feito atos em várias regiões do Distrito Federal. A Rodoviária foi palco de dois deles. O último, no dia 4, reuniu cerca de 250 pessoas.

O protesto daquele dia, que começou pacífico, teve focos pontuais de confusão, com vidraças de um ponto de ônibus na 102 Sul quebradas e carros danificados na W3 Sul. A cavalaria da PM avançou contra os jovens e ao menos um deles foi pisoteado. Seis pessoas precisaram de atendimento médico.

Um vídeo que circulou no Facebook, feito pelo jornalista Vinícius Borba, mostra o momento em que um jovem chega a ser atropelado pelos cavalos (veja abaixo).

 

Aumento de até 25%
As novas tarifas foram anunciadas na última sexta (30/12) pelo governo e representam a segunda elevação nos preços do transporte desde o início do governo Rollemberg. Os valores passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares e alimentadoras do BRT (aumento de 11%); R$ 3 para R$ 3,50 (aumento de 16%) nas linhas metropolitanas “curtas”; e de R$ 4 para R$ 5 (aumento de 25%) no restante das linhas, além do metrô.

 

 

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