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Em menos de 24 horas após a prisão, um homem de 35 anos acusado de estupro conseguiu na Justiça a liberdade provisória. De acordo com a Polícia Civil, o auxiliar de serviços gerais teria abusado da enteada. A criança tem apenas oito anos.

A prisão em flagrante foi realizada por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e ocorreu na sexta-feira (17/3), no Riacho Fundo II. No entanto, no dia seguinte, a juíza Verônica Torres decidiu conceder a liberdade provisória para o suspeito. O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) também se manifestou a favor da medida.

De acordo com a magistrada, os indícios apontam que o homem é, de fato, o agressor. Porém, para a juíza, o auxiliar de serviços gerais não representa risco à ordem pública e nem verificou-se “periculosidade exacerbada” por parte dele.

O homem se comprometeu a comparecer à Justiça a cada dois meses; não sair do Distrito Federal; informar a juíza caso mude de endereço e ficar longe da vítima. Como medida protetiva, ele deve manter distância mínima de 200 metros da criança e das testemunhas do caso.

O caso
O último abuso, segundo a polícia, teria ocorrido na manhã desta sexta. Após o crime, a criança foi ao projeto social que frequenta em turno alternado ao da escola e contou o caso para a professora e a psicóloga do local, que acionaram o Conselho Tutelar e a Polícia Civil.

Segundo a criança, o padrasto ameaçava agredi-la para que não denunciasse os abusos à mãe. Disse ainda que o irmão, de sete anos, não sofria com os ataques do acusado.

O suspeito foi autuado por estupro de vulnerável. Se condenado, ele pode pegar de 8 a 15 anos de prisão. Em depoimento, o padrasto permaneceu calado e não comentou as acusações.

De acordo com o delegado-chefe da DPCA, Wisllei Salomão, a princípio, a mãe de menina não acreditou na história contada pela filha. Ela afirmou que ia esperar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) ficar pronto.

A polícia estranhou o comportamento da mulher, mas não acredita que ela tenha participação no crime. Ainda assim, as atitudes serão comunicadas a um juiz, que pode determinar a instauração de medidas protetivas. “Não é o comportamento que se espera de uma mãe”, ressaltou o delegado, durante coletiva de imprensa no fim da tarde desta sexta.

Salomão lembrou que foi a agilidade da professora e do Conselho Tutelar que levou socorro à vítima. “A menina chegou ao projeto social onde é assistida e contou para a professora que sofria abusos. O pessoal da escola trouxe o caso imediatamente para nós, que foi levado ao IML. Lá foram constatados os vestígios de atos libidinosos”, ressaltou.

 

 

 

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