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A cada 15 minutos, um pedestre é roubado no Distrito Federal. É o que mostram os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e Paz Social nesta sexta-feira (13/1). Nos 12 primeiros dias deste ano, foram 1.056 crimes dessa natureza pelas ruas da capital contra 1.129 no mesmo período do ano passado. Os alvos dos bandidos, na maioria das vezes, são os celulares.

No balanço divulgado nesta sexta, os crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) aumentaram este ano. Foram quatro casos nos 12 primeiros dias de 2017 contra um no mesmo período de 2016. A mais recente vítima desse crime que vem assustando os brasilenses foi o porteiro Moacir Soares dos Santos, 55 anos, que reagiu a um assalto em sua casa, em Taguatinga Sul, e morreu na quarta-feira (11).

Na manhã do dia 4 de janeiro, foi a vez de a professora Raquel Costa Miranda, 41, perder a vida em meio a um assalto no Gama. Horas depois, o taxista José Soares Brandão, 46, também morreu ao reagir a um roubo em Brazlândia. No dia seguinte, o idoso Nilson Marciano da Costa, 63, não resistiu a um tiro disparado pelos ladrões que invadiram sua residência no Itapoã.

Em todo o ano de 2016, foram 42 latrocínios contra 46, em 2015, segundo dados divulgados pela secretaria nesta sexta (13).  O Metrópoles obteve, com exclusividade, uma análise criminal feita pelas forças de segurança locais sobre esse tipo de crime. O estudo mostra que Ceilândia é o local onde ocorrem mais casos de roubos seguidos de mortes e tentativas de latrocínio. A cidade vem seguida por Samambaia, Taguatinga, Gama e Paranoá.

Ao todo, 16 pessoas foram assassinadas nos 12 primeiros dias de 2017 contra 26 em 2016. No acumulado do ano passado, 588 pessoas perderam a vida em algum episódio de violência e 618 em 2015.

Nos primeiros dias deste ano, o total de roubos a veículos somou 141 frente a 174 no mesmo período de 2016. Segundo a secretária de Segurança, Márcia de Alencar, quase 80% dos crimes contra o patrimônio são cometidos para que os criminosos possam ter acesso a celulares. Somente no ano passado, 8,6 mil aparelhos foram recuperados pela polícia do DF.

A secretária fez um balanço positivo das estatísticas divulgadas nesta sexta. “Brasília é uma das cidades mais seguras do mundo”, disse Márcia de Alencar. De acordo com ela, mesmo com a redução do efetivo policial, as forças de segurança do DF conseguiram bons resultados, como a recuperação de 62% dos carros roubados.

De acordo com o especialista em Segurança Pública George Felipe de Lima Dantas, o baixo efetivo é um problema para o enfrentamento da violência. “A tendência é que a onda de crimes contra o patrimônio se mantenha em alta, principalmente se não houver um incremento no número de policiais nas ruas”, ressaltou.

 

 

 

 

 

 

 

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